A defesa de Kauan Henrique Oliveira dos Santos, de 18 anos, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar suspender o mandado de prisão contra o jovem, investigado por ser o mandante da execução do agiota Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, em Campo Grande.

O advogado Wilian Frata informou que apresentou um Recurso Ordinário Constitucional (ROC) após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negar o pedido para suspender a ordem de prisão.

Matheus Luiz foi morto no dia 22 de julho, dentro da própria casa, durante um ataque a tiros no bairro Novos Estados. A defesa sustenta a inocência de Kauan e alega que não existem elementos probatórios suficientes para apontá-lo como mandante ou demonstrar seu envolvimento na execução.

Segundo o advogado, Kauan também não estaria fugindo. A intenção da defesa, conforme Frata, é conseguir a suspensão do mandado de prisão para que o jovem possa se apresentar e dar sua versão sobre o caso.

As informações levantadas apontam ainda para um possível desacordo relacionado a um empréstimo de cerca de R$ 600 mil. Além de Kauan, outros suspeitos também têm mandados de prisão expedidos, Luiz Henrique Quadro dos Santos, Renan Alencar Gutierres e Matheus Luiz de Castro Vasconcelos.

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