Política
Oposição prepara ofensiva para adiar votação da PEC 6x1 no Senado
Senadores articulam requerimentos e manobras regimentais para tentar deixar a votação para depois das eleições
A oposição no Senado prepara para a próxima semana uma série de medidas para tentar adiar para depois das eleições a votação final da PEC que muda a escala de trabalho 6x1. A proposta deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde está prevista para ser analisada na quarta-feira, 2 de setembro.
Uma das estratégias é apresentar um requerimento para que a PEC também seja analisada por outras comissões, entre elas a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Caso o pedido não seja aprovado, senadores pretendem recorrer a outros mecanismos regimentais para atrasar a tramitação, como adiamento de votação, votação nominal e posicionamento contrário à quebra de interstício.
O senador Laércio Oliveira (PP-SE), um dos que lideram a movimentação, argumenta que a proposta pode gerar impactos para as empresas e, por isso, deveria passar pela CAE antes de chegar ao plenário.
A oposição também conta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para evitar uma votação acelerada. O relator da PEC, senador Omar Aziz, deve apresentar seu parecer até quinta-feira e a tendência é que mantenha o texto aprovado pela Câmara, evitando que a matéria precise retornar aos deputados.
Mesmo entre senadores alinhados ao governo, porém, a avaliação é de que aprovar e promulgar a PEC antes das eleições não será uma tarefa simples e dependerá de acordo entre as lideranças.