Eleições 2026
Crescimento de Cury é visto como "voo de galinha" por campanhas adversárias
O escritor chegou a 11% das intenções de voto na pesquisa BTG/Nexus
O crescimento de Augusto Cury (Avante) na disputa pela Presidência acendeu um alerta nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O escritor chegou a 11% das intenções de voto na pesquisa BTG/Nexus e passou a ser visto como uma alternativa para parte do eleitorado que não se identifica com a polarização.
Nos bastidores, conforme apuração da CNN, dirigentes políticos avaliam que o avanço de Cury reflete o desânimo de eleitores com as principais candidaturas. A leitura é de que Lula e Flávio têm dificuldades para apresentar uma ideia de futuro capaz de atrair esse público, enquanto o candidato do Avante estaria concentrando parte do voto de protesto.
Apesar dos 11%, petistas e bolsonaristas ainda tratam o crescimento como um possível “voo de galinha”, ou seja, uma alta que pode perder força ao longo da campanha. A avaliação considera que Cury tem estrutura partidária menor e pouco tempo para conquistar votos suficientes para chegar ao segundo turno.
O desempenho do escritor, porém, trouxe outra preocupação: a possibilidade de abstenção em uma eventual disputa entre Lula e Flávio. A avaliação é de que parte dos eleitores que rejeitam a polarização pode simplesmente não comparecer às urnas no segundo turno.
Diante desse cenário, PT e PL planejam ações para estimular a participação. Enquanto os petistas pretendem mobilizar principalmente o eleitorado mais velho, o PL quer reforçar entre os jovens o discurso de mudança e tentar atrair quem hoje busca outras candidaturas.