Jeferson Rezende (Agir) aposta na geração de emprego, descentralização dos serviços públicos e desenvolvimento das diferentes regiões de Mato Grosso do Sul em seu plano de governo. As propostas passam por economia, saúde, educação, infraestrutura, segurança e assistência social, com metas e acompanhamento público das ações.

Na série sobre os planos dos candidatos ao Governo do Estado, o JD1 já apresentou as propostas de Eduardo Riedel (PP), João Henrique Catan (NOVO), Fábio Trad (PT), Lucien Rezende (PSOL) e Delcídio Amaral (PRD).

Emprego e renda

Na área econômica, Rezende propõe criar o Crédito MS Empreendedor, com juros subsidiados e prazo maior para micro e pequenas empresas do interior.

Também prevê alvará digital único, simplificação de obrigações estaduais e cursos técnicos definidos conforme a demanda de cada região.

O plano ainda cita apoio ao agronegócio, bioenergia, celulose e turismo, além de incentivos fiscais regionalizados para levar novas indústrias e centros de distribuição para áreas fora dos polos já consolidados.

Desenvolvimento regional

A proposta divide o Estado conforme as principais vocações econômicas. Campo Grande teria foco em logística, serviços e inovação; Dourados, em agroindústria e exportação; Três Lagoas e Bolsão, em energia, celulose e indústria; Pantanal, em turismo sustentável; e Cone Sul e fronteira, em comércio exterior e logística.

Rezende também promete ampliar escritórios e serviços estaduais no interior, criar vagas regionalizadas em concursos públicos e estabelecer um orçamento com recursos destinados por região.

Saúde e educação

Na saúde, a proposta é regionalizar a rede hospitalar e ampliar a telemedicina para diminuir a necessidade de moradores do interior viajarem até a Capital em busca de atendimento.

Na educação, o plano prevê valorização dos profissionais e expansão do ensino técnico, com cursos ligados às atividades econômicas de cada região.

Infraestrutura e segurança

Os investimentos em rodovias e conectividade seriam definidos considerando as necessidades dos polos regionais. Na segurança, Rezende propõe maior integração entre as forças, investimento em tecnologia e ampliação da presença dos órgãos de segurança no interior.

Desenvolvimento social

Os programas sociais seriam ligados à qualificação profissional e à entrada no mercado de trabalho. A proposta é utilizar a assistência como caminho para geração de renda e inclusão produtiva.

Gestão e transparência

Para acompanhar a execução das propostas, Rezende pretende criar o Conselho Estadual de Desenvolvimento Regional, reunindo governo, prefeituras e setor produtivo.

O plano também prevê orçamento vinculado a resultados e um painel público para que a população acompanhe indicadores de emprego, investimentos e serviços em cada região. A gestão teria como princípios responsabilidade fiscal, transparência, eficiência administrativa e descentralização.