Política
Em Brasília, Reinaldo Azambuja promete lutar por menos burocracia e mais resultados
Em programa eleitoral, candidato ao Senado afirma que decisões importantes ficam paradas no Congresso e defende mudanças em áreas como segurança, saúde, legislação trabalhista e administração pública
O ex-governador Reinaldo Azambuja decidiu disputar uma vaga no Senado com a proposta de ajudar a “destravar” o Brasil. O tema foi apresentado no programa eleitoral exibido na noite desta quarta-feira (9), no qual o candidato do Partido Liberal (PL) criticou a lentidão na tomada de decisões em Brasília e defendeu mudanças para reduzir a burocracia e acelerar medidas consideradas prioritárias.
Segundo Reinaldo, o país está estagnado porque projetos e decisões importantes acabam parados no Congresso Nacional. Ele também criticou a atuação do governo federal, que, em sua avaliação, concentra ações de maior impacto em períodos de interesse político. “O problema é a falta de vontade (em Brasília) de fazer o que precisa ser feito. Passou da hora de destravar o Brasil: atualizar leis, melhorar o orçamento, modernizar regras, eliminar burocracias, melhorar a segurança jurídica e a vida do povo brasileiro”, afirmou.
O candidato comparou a situação nacional com a experiência de Mato Grosso do Sul e disse que, no âmbito federal, poucas obras e ações efetivas chegam à população. “Todo mundo concorda que hoje, no Brasil, tudo é enrolado. Investir nas rodovias, colocar mais dinheiro no SUS, combater o crime organizado, facilitar e simplificar para quem trabalha e produz, tudo acaba ficando só na intenção. Pouca coisa vira realidade”, declarou.
Na avaliação de Reinaldo, o Senado deve assumir um papel mais ativo na análise e aprovação de propostas consideradas urgentes. “Não falta solução, falta decisão”, disse. Entre os exemplos citados pelo candidato estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, mudanças na jornada de trabalho no modelo 6 por 1, a redução da maioridade penal, a regulamentação das Big Techs, o marco legal da Inteligência Artificial e propostas de reforma administrativa.
Ao defender a PEC da Segurança, Reinaldo também destacou a necessidade de fortalecer o combate ao crime organizado. “A PEC da Segurança tá lá parada. Enquanto isso, morrem em média 40 mil pessoas por ano por crimes violentos. E assim vai: jornada 6 por 1, maioridade penal, regulamentação das Big Techs, o marco legal da Inteligência Artificial e as diferentes propostas para a necessária reforma administrativa... Nada ainda!”, afirmou.
Com experiência em diferentes cargos públicos, incluindo prefeito, deputado estadual, deputado federal e governador, Reinaldo Azambuja reforçou no programa o compromisso de levar essa trajetória para o Senado. Candidato pela coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”, formada por PL, União, PP, Republicanos, PSDB, Cidadania, PSD, MDB, Podemos e Avante, ele afirmou que pretende trabalhar para transformar propostas em medidas concretas e acelerar decisões que considera importantes para o país.