Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), perdeu força política após as eleições de 2026 e pode enfrentar dificuldades para permanecer no comando da Casa no próximo ano.

Alcolumbre não disputou as eleições deste ano, mas aliados apoiados por ele foram derrotados no Amapá. Na disputa pelo governo estadual, Dr. Furlan (PSD), adversário político do senador, venceu no primeiro turno com mais de 62% dos votos, superando Clécio Luís (União), aliado de Alcolumbre.

O grupo do presidente do Senado também não conseguiu eleger seus candidatos para as duas vagas ao Senado. Rayssa Furlan (Podemos), esposa do governador eleito, conquistou uma delas, enquanto a outra ficou com Lucas Barreto (PSD), também adversário de Alcolumbre.

A deputada estadual Alliny Serrão (União), apoiada pelo senador, terminou a disputa em quinto lugar. Já Randolfe Rodrigues (PT), aliado de Alcolumbre, ficou na terceira colocação.

Segundo a CNN, ministros do STF também consideram que o crescimento da bancada ligada ao bolsonarismo no Senado pode dificultar uma nova eleição de Alcolumbre para a presidência da Casa. Nesse cenário, Rogério Marinho (PL-RN) aparece como possível adversário na disputa.

A avaliação desse grupo de ministros é que os resultados também podem representar dificuldades para Alcolumbre em seu reduto eleitoral nas eleições de 2030.