O atendimento domiciliar para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) tem garantido acesso ao documento a pessoas que não conseguem se deslocar até os postos em Mato Grosso do Sul. O serviço é realizado pelo Instituto de Identificação da Polícia Científica e atende cidadãos acamados, internados, residentes em lares ou com dificuldade de mobilidade.

Um dos atendidos recentemente foi o aposentado Osmar Ribeiro da Cruz, em Campo Grande. Com problemas de saúde, ele não pôde ir presencialmente ao posto de atendimento e recebeu o documento em casa, após solicitação feita pela irmã, com orientação em uma unidade de identificação.

“Eu não sabia desse serviço. Foi a primeira vez”, relatou a familiar, após conseguir organizar a documentação e solicitar o atendimento domiciliar.

Segundo o Instituto de Identificação, a iniciativa busca garantir que a população em situação de vulnerabilidade também tenha acesso à documentação civil, necessária para benefícios do INSS, cadastros, perícias e outros serviços públicos.

O atendimento deve ser solicitado por familiares, cuidadores ou instituições, como hospitais e abrigos, junto ao posto de identificação mais próximo. Após análise, a equipe organiza a coleta dos dados na residência do solicitante.

Em casos de urgência comprovada, como tratamentos de saúde, aposentadoria ou participação em concursos, o cidadão também pode solicitar atendimento prioritário nos postos.

O serviço domiciliar integra um cenário de alta demanda pela emissão da CIN no Estado. Em maio, Mato Grosso do Sul registrou 38.501 emissões de carteiras de identidade, o maior volume mensal desde a criação administrativa do Estado, em 1979.

Desde o início da implantação da CIN, em janeiro de 2024, já foram emitidos 796.881 documentos. A projeção é alcançar 1 milhão de emissões até o fim do ano, caso o ritmo seja mantido.

O sistema de agendamento segue aberto pelo Portal de Serviços da Sejusp, com vagas disponíveis na Capital e no interior. Em Campo Grande, são ofertadas cerca de mil vagas diárias, enquanto no interior a média varia entre 1,2 mil e 1,3 mil atendimentos por dia.

A CIN substitui gradualmente o antigo RG e adota o CPF como número único de identificação. A primeira via é gratuita, e o documento antigo segue válido até 2032. Em Campo Grande, também há atendimento aos sábados em shoppings da cidade, conforme disponibilidade de vagas.

O Instituto de Identificação reforça ainda a importância do cancelamento de agendamentos em caso de desistência, já que cerca de 30% dos usuários não comparecem aos atendimentos marcados.