O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) oficializou os limites de gastos de campanha para as eleições de 2026. A portaria, publicada na terça-feira (21), mantém os mesmos valores adotados no pleito de 2022, após pedido dos partidos para que não houvesse reajuste.

Na disputa pela Presidência da República, os candidatos poderão gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno. Caso a eleição seja decidida em segundo turno, será permitido o desembolso de mais R$ 44,5 milhões, totalizando R$ 133,4 milhões.

Para as campanhas de governador e senador, os tetos variam conforme o número de eleitores de cada estado. Já os limites para deputado federal e deputado estadual permanecem iguais em todo o país: R$ 3,2 milhões para a Câmara dos Deputados e R$ 1,3 milhão para as assembleias legislativas.

A manutenção dos valores levou em conta o congelamento do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, mantido em R$ 4,9 bilhões, o mesmo montante disponibilizado nas eleições de 2022. Segundo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, elevar o teto de gastos não refletiria a realidade financeira dos partidos, que terão os mesmos recursos da última eleição.

As campanhas eleitorais começam em 16 de agosto. Antes disso, os partidos devem realizar as convenções para homologar seus candidatos e registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto no calendário eleitoral.