O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu, em abril de 2025, três notas fiscais de R$ 500 mil por serviços de assessoria jurídica para empresas ligadas a um empresário citado nas investigações do caso Banco Master. Duas das notas foram canceladas e uma permaneceu válida, segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela CNN com dados da Receita Federal.

As duas primeiras notas, emitidas em 7 de abril, foram destinadas à Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., mas acabaram canceladas. Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório emitiu uma terceira nota, também de R$ 500 mil, para a empresa Contábil Correa, que não foi cancelada.

As duas empresas tiveram, em momentos diferentes, o mesmo administrador, Rogério Lourenço Novo. Já a Copenhagen era controlada, na época, por Artur Figueiredo, que também atuava como diretor financeiro da Trustee DTVM, administradora de fundos ligados ao Master Asset Management.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e afirmou que a relação comercial foi legal.

"Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo, relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para esta empresa chamada Copenhagen, que supostamente é usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso", afirmou.

A Trustee DTVM informou que não tinha participação nas relações comerciais da Copenhagen nem em pagamentos feitos pela empresa. A CNN informou ainda que tenta contato com os demais envolvidos.

Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por suspeita de operar um esquema de emissão de notas fiscais falsas entre 2013 e 2015. O caso, porém, foi arquivado.