Mato Grosso do Sul chegou a 30 mortes por chikungunya em 2026, segundo o novo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado nesta segunda-feira (10). O levantamento aponta ainda 12.579 casos prováveis e 9.832 confirmados da doença no Estado. Os dados de casos são atualizados até 3 de agosto, enquanto a relação de óbitos considera registros confirmados até 7 de agosto.

Entre as mortes mais recentes está a de uma mulher de 62 anos, de Corumbá, que morreu em 28 de julho e teve o óbito confirmado no dia 30. A paciente tinha hipertensão arterial. O boletim também inclui a morte de uma mulher de 46 anos, de Dourados, que apresentou os primeiros sintomas em 13 de abril, morreu em 8 de julho e teve a confirmação do óbito em 3 de agosto. Ela tinha diabetes e hipertensão. Com os dois registros, Dourados segue concentrando a maior parte das mortes, mas a lista de vítimas também inclui moradores de Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá.

As vítimas têm perfis variados, incluindo idosos, adultos, adolescentes e crianças pequenas. Entre os registros aparecem pessoas de 82, 87 e 94 anos, além de uma criança de três meses, outra de um mês, uma de 48 dias, uma de 12 anos e um adolescente de 19 anos. O boletim também registra uma vítima de 28 anos. Em relação aos casos prováveis, Dourados lidera em números absolutos, com 5.169 registros, seguido por Corumbá, com 1.662, Fátima do Sul, com 654, Angélica, com 391, e Batayporã, com 385. Já considerando a população, Douradina apresenta a maior incidência, com 4.517,7 casos por 100 mil habitantes, seguida por Paraíso das Águas (3.647,9), Angélica (3.644,3), Batayporã (3.594,1) e Fátima do Sul (3.173,4).

A incidência estadual é de 456,3 casos prováveis por 100 mil habitantes, índice considerado alto pela classificação adotada pela SES, que estabelece baixa incidência abaixo de 100 casos, média entre 100 e 300 e alta acima de 300. Ao todo, 23 municípios aparecem na faixa de alta incidência, entre eles Douradina, Paraíso das Águas, Angélica, Batayporã, Fátima do Sul, Sete Quedas, Dourados, Jardim, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Bonito, Aquidauana, Itaporã, Amambai, Vicentina, Ladário, Anastácio, Nioaque, Sidrolândia, Jateí, Jaraguari e Antônio João. Campo Grande, por outro lado, soma 66 casos prováveis e incidência de 7,4 por 100 mil habitantes, classificada como baixa, ficando na 76ª posição estadual.

Os dados mais recentes de circulação da doença, referentes às semanas epidemiológicas 29 e 30, entre 19 de julho e 1º de agosto, apontam casos prováveis em Angélica, com 14 registros, Bandeirantes, com 10, e Sidrolândia, com 54. No mesmo período, 13 municípios tiveram confirmações. Dourados registrou 22, seguido por Sidrolândia, com 11, Anastácio, com sete, e Angélica, com seis. Também houve confirmações em Maracaju, Amambai, Itaporã, Nioaque, Bonito, Nova Alvorada do Sul, Bandeirantes e Batayporã. O boletim chama atenção ainda para a circulação do vírus entre gestantes: são 114 casos confirmados no Estado, sendo 70 em Dourados, oito em Corumbá, cinco em Fátima do Sul e quatro em Douradina, além de registros em outros municípios e nos diferentes períodos da gestação.

 A SES considera como casos prováveis aqueles que estão em investigação, confirmados ou classificados como ignorados, sem incluir os descartados. Os casos confirmados são encerrados a partir de critérios laboratoriais ou clínico-epidemiológicos e podem sofrer alterações. Em períodos de epidemia, a confirmação pode ocorrer pela avaliação dos sintomas e do histórico epidemiológico, enquanto os primeiros casos em determinada região devem ser confirmados por exames laboratoriais. No LACEN-MS, são utilizados o RT-PCR em tempo real e a detecção de anticorpos IgM. Os números são parciais e podem ser atualizados pelos municípios. O boletim utiliza informações do SINAN Online, com casos atualizados até a Semana Epidemiológica 30, encerrada em 3 de agosto, e óbitos revisados até 7 de agosto.