O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da propaganda eleitoral do presidenciável Renan Santos e de toda a chapa majoritária do partido Missão nas redes sociais. A decisão foi tomada após o magistrado identificar indícios de possíveis irregularidades relacionados ao uso das plataformas digitais durante a campanha.

 Entre as medidas adotadas, Toffoli restringiu o uso de redes sociais que, segundo a decisão, foram informadas pelo partido fora do prazo previsto no registro de candidatura. A determinação permanece válida até uma nova avaliação da Corte Eleitoral.

 A decisão também atinge o financiamento da campanha. O ministro suspendeu os repasses de recursos do Fundo Eleitoral destinados à chapa majoritária do Missão, que reúne as candidaturas à Presidência da República e ao Senado. Eventuais valores que já tenham sido transferidos também não poderão ser utilizados para novas despesas.

 Outra restrição determinada por Toffoli envolve a exposição dos candidatos. Renan Santos e os demais integrantes da chapa ficam impedidos de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação enquanto as medidas estiverem em vigor.

 Suspeitas envolvendo redes sociais

 Ao retirar o sigilo do processo, Toffoli tornou públicas informações que estavam sob análise da Justiça Eleitoral. Entre os pontos levantados estão suspeitas de uso indevido de redes sociais para divulgação de conteúdos relacionados à campanha.A decisão considera que as circunstâncias precisam ser apuradas antes que a campanha possa retomar normalmente as atividades atingidas pelas restrições.

 Com as medidas, a chapa majoritária do Missão passa a enfrentar limitações tanto na divulgação de conteúdo eleitoral quanto no acesso a recursos públicos e à participação em espaços de debate.

A defesa de Renan Santos já reagiu à decisão e pediu uma audiência com o ministro Dias Toffoli para tratar das medidas determinadas no processo. O caso ainda poderá ser reavaliado pelo TSE.