Polícia
PF investiga suspeita de tráfico internacional de bebês para adoção ilegal no Paraguai
Operação Repatriar apura possível rede de negociação de crianças; recém-nascido levado ao país vizinho foi localizado e recuperado
A Polícia Federal investiga a atuação de uma possível rede envolvida na venda de crianças para adoção ilegal no Paraguai. O caso é tratado como suspeita de tráfico internacional de bebês e teve origem após a identificação de um recém-nascido que teria sido levado ao país vizinho e entregue a terceiros depois de uma negociação.
As primeiras apurações foram feitas pela Polícia Civil do Paraná. Durante a investigação, surgiram indícios de que a criança havia sido levada para fora do Brasil. O bebê foi posteriormente localizado e recuperado.
Como o caso envolve dois países, a investigação passou para a esfera federal e ficou sob responsabilidade da Polícia Federal. A apuração recebeu o nome de Operação Repatriar e busca identificar outras pessoas que possam ter participado da negociação.
Na sexta-feira (4), a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu (PR). Os alvos são suspeitos de envolvimento na entrega do recém-nascido e na intermediação do acordo que teria permitido a transferência da criança para o Paraguai.
Durante as buscas, celulares e documentos foram apreendidos. O material será analisado para tentar esclarecer como ocorreu a negociação, identificar os envolvidos e verificar a possível existência de outros casos ligados ao grupo.
Caso em MS
Recentemente em Mato Grosso do Sul, a bebê Ayla Emanuelly foi sequestrada em Campo Grande no dia 6 de agosto, após a mãe, de 17 anos, ser atraída até uma casa com a promessa de receber R$ 100 para cuidar da própria filha. No local, a adolescente foi ameaçada e obrigada a entregar a recém-nascida.
As buscas começaram no dia seguinte e incluíram rastreamento de celulares e uma operação conjunta entre policiais brasileiros e paraguaios. Mais de 48 horas depois, na madrugada de 9 de agosto, Ayla foi encontrada com vida em uma casa de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, que foram presos