O Partido Liberal (PL) deve apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados, mas pretende lançar Rogério Marinho (PL-RN) para comandar o Senado em 2027. A estratégia busca garantir espaço nas duas Casas do Congresso, após o partido conquistar as maiores bancadas nas eleições de outubro.

Segundo informações da CNN Brasil, divulgadas neste sábado (31), o PL marcou uma reunião para terça-feira (3), às 18h, quando deverá discutir o apoio a Motta e a distribuição dos cargos no Legislativo.

Inicialmente, o partido cogitou lançar Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) ou Altineu Côrtes (PL-RJ) à presidência da Câmara. A ideia, porém, perdeu força diante das articulações de Motta, que já reúne apoio de 15 partidos, incluindo o PT.

A preocupação do PL é ficar de fora dos maiores blocos partidários e perder espaço no comando das comissões. Uma das mais disputadas é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que o deputado Nikolas Ferreira (PL) pretende presidir.

No Senado, o cenário é diferente. Flávio Bolsonaro já anunciou a intenção de indicar Rogério Marinho para enfrentar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição e conta com apoio do PP e Republicanos.

A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) está entre os parlamentares que devem apoiar o candidato da oposição, apesar da posição anunciada pelo partido.

A disputa também envolve os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes. O PL defende mudanças que facilitem o andamento dessas solicitações.

Nas eleições deste ano, o partido elegeu 121 deputados federais, contra 99 na legislatura anterior. No Senado, conquistou 19 cadeiras e, somadas às nove com mandato em andamento, terá 28 parlamentares a partir de 2027.