Agronegócio
Carne orgânica é aposta para fortalecer pecuária
O intuito é fortalecer o setor e preservar o Pantanal em molde sustentável de produção
O Governo do Estado, juntamente com produtores rurais do Pantanal e entidades do setor, estão apostando na pecuária alicerçada nas boas práticas agrícolas. Para isso, um programa para fomentar a produção de carne sustentável e orgânica, baseada no modelo tradicional pantaneiro foi assinado.
Nesta quinta-feira (22), com presença do presidente da Famasul, Maurício Saito e demais representantes da classe no estado, o governador Reinaldo Azambuja assinou o decreto do Programa de Avanços na Pecuária de Mato Grosso do Sul (PROAPE), que institui o subprograma “Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal”. Trata-se de incentivo da administração estadual para fomentar a produção da bovinocultura de corte Pantaneira com baixa intervenção no bioma da região.
“É uma iniciativa para darmos mais competitividade ao produtor do Pantanal e incentivarmos a pecuária bovina de baixo impacto ambiental. É, ainda, uma ferramenta fundamental para mantermos o alto nível de preservação do nosso bioma e estimularmos a atividade econômica focando na rentabilidade do homem pantaneiro”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).
O “Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal” abre um leque de oportunidades, que serão proporcionadas por essa nova modalidade de incentivo na pecuária. Os produtores pantaneiros que aderirem ao subprograma receberão isenção de impostos. A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) pode chegar a 50% na produção de carne sustentável e a 67% na produção orgânica.
Entre os benefícios dessa modalidade de produção estão a valorização do homem pantaneiro, com a tradição de processos produtivos que historicamente preservam o Pantanal; o bem-estar animal registrado em todas as fases do processo produtivo; a responsabilidade ambiental com a conservação da biodiversidade e do ecossistema; e a responsabilidade social, registrada com a carne livre de resíduos químicos e que atende a consumidores comprometidos socialmente.
De acordo com a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO), 22 produtores rurais do Pantanal produzem carne orgânica e abatem cerca de 1.000 cabeças por mês.