Para Danny Fabrício Cabral, advogado do narcotraficante, Jarvis Gimenes Pavão, sua transferência tráz riscos de morte ao seu cliente. E para tentar reverter a decisão, o defensor entrou, na manhã desta quinta-feira (28) em Brasília, com um pedido de agravo regimental no STF (Supremo Tribunal Federal). Pavão foi extraditado para o Brasil na manhã de hoje por determinação da Corte Suprema do Paraguai, onde cumpria pena desde 2010 por tráfico de drogas.

Conforme Fabrício, seu cliente não poderia ser extraditado para o Brasil, já que ele possui cidadania paraguaia desde 2004, é casado com uma mulher daquele país, além de ter dez filhos nascido no Paraguai. “Ele não poderia ter sido extraditado”, afirmou.

Ainda de acordo com o advogado, essa extradição, contra a vontade do seu cliente, contraria o tratado entre os dois países do Mercosul. Conforme matéria do Conjur, em regime de plantão a ministra, Cármem Lúcia, presidente da corte, negou o pedido de urgência e determinou que o caso fosse avaliado pela relatora, ministra Rosa Weber, quando o judiciário voltar do recesso.

Retornar ao Paraguai

Danny Fabrício disse que pretende levar Pavão de volta ao Paraguai e que as chances são razoáveis para o seu retorno. O narcotraficante está no presídio de Mossoró no Rio Grande do Norte. 

Pavão estava preso desde 2010 em Assunção acusado de lavagem de dinheiro e tráfico, foi condenado a oito anos de prisão e cumpria pena no quartel de um grupo especializado da Polícia Nacional após o governo paraguaio descobrir que ele vivia no luxo na penitenciária de Tacumbú. Jarvis também é investigado pelo assassinato do traficante brasileiro Jorge Rafaat, que aconteceu em junho de 2016 em Pedro Juan Caballero no Paraguai.