EXCLUSIVO
JD1TV: Moradores do Sul relatam escassez de suprimentos e sinal telefônico instável
A previsão é de que até sábado acumulados de chuva cheguem a 400 milímetros. Relatos foram feitos exclusivamente ao JD1; Confira
Com 235 municípios afetados pelas chuvas e mais de 7 mil pessoas estão desabrigadas e 74 desaparecidas no Rio Grande do Sul, situação é crítica para os moradores. Conforme último boletim da Defesa civil divulgado na manhã desta sexta-feira (3), pelo Governo do Estado gaúcho, 31 óbitos foram confirmados.
Relatos de moradores do sul do país é de insegurança. “Segunda e terça tudo estava, de certa forma, normal, mas a partir de quarta-feira, a situação ficou caótica e ontem (2), alguns acessos foram impossibilitados pelas rodovias alagadas. Transportadores que nos trazem mercadorias da região de Soledade, tiveram que interromper o percurso e retornar, em função da alta do Rio Jacuí e os que chegaram até Passo Fundo, não tinham certeza se conseguiriam retornar até suas cidades, como Soledade”, alegou exclusivamente ao JD1, Mariele Gauer, 44 anos, administradora de uma oficina mecânica especializada em direção hidráulica.
Maristela lembra que ano passado Passo Fundo não entrou no decreto de Calamidade Pública e desta vez ficou fora da lista novamente. “Tivemos pontos específicos de alagamento, acredito que esteja tudo sob controle”. No entanto, o setor do agronegócio vem informando sobre a dificuldade de abastecer os estoques e mercados antecipam escassez por não conseguirem receber os caminhões para repor mercadorias.
A condição climática intensa no Rio Grande do Sul começou em 26 de abril, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de tempestades para o estado, mas o cenário foi se agravando ao longo dos dias e o governador Eduardo Leite decretou estado de calamidade na noite de quarta-feira (1°).
Em transmissão virtual realizada na noite de quinta-feira (2), o governador Eduardo Leite alertou para a rápida elevação observada nas últimas horas no Guaíba, em Porto Alegre, que pode atingir quatro metros ao longo da madrugada de sexta-feira (3), podendo chegar a cinco metros até sábado. Caso a previsão se confirme, essa será a maior cheia da história da capital gaúcha, superando a enchente registrada em 1.941.
E a previsão é de que a condição se mantenha até o sábado (4) com acumulados que podem chegar até 400 milímetros.
Com relação às barragens, após o rompimento parcial da barragem 14 de Julho em Bento Gonçalves, outras duas continuam sendo monitoradas sob risco. A Barragem de São Miguel próxima a Bento Gonçalves e a Barragem Blang no Rio Caí próximo de São Francisco de Paula, estão sob vigilância.
Santa Catarina
Um pouco acima, em Santa Catarina, a situação também ficou caótica. No estado, 19 cidades registraram estragos, de acordo com relatório da Defesa Civil das 17h de ontem (2). Pelo menos 26 pessoas precisaram deixar as próprias casas
Conforme a Defesa Civil, choveu 105 milímetros na cidade em 48 horas. A média histórica para todo o mês de maio na região é de até 150 milímetros, em dois dias, choveu o equivalente ao mês inteiro
A previsão da Defesa Civil é que a chuva continue nesta sexta, com a frente fria vinda do Rio Grande do Sul.
Ao JD1, a vendedora Eduarda Borba de Barra Velha, em Santa Catarina, alertou sobre os riscos de enchentes, principalmente nas cidades cercadas por rio e mar, como no caso de Itajaí, que por ser um Vale, não tem por onde a água escorrer. Veja: