O Hospital São Julião, localizado na região norte da Capital, recebe o futuro presidente, Carlos Augusto Melke, que assume o lugar do atual responsável, Geraldo Maiolino, na gestão do biênio 2022-2024 nesta quinta-feira (21). A cerimônia de posse está prevista para às 18h30. 

Associado da Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos, que gere o complexo, Carlos é formado em engenharia civil e já atuou como secretário de obras municipais, planejamento e urbanismo, diretor presidente da Sanesul e agora, aos 69 anos, vê a nova oportunidade como um desafio pessoal.

"Essa é uma missão, Deus está entregando nas minhas mãos. Agora, entra o lado humano, espiritual, de dedicação aos meus semelhantes principalmente aos mais necessitados" pontua. 

Em uma área de 200 hectares em meio a natureza, o hospital São Julião oferece atendimento para todo o Estado, são quase 100 cirurgias por dia, internações e tratamentos. Conforme Carlos, cerca de 700 pessoas passam por ali em busca de atendimento por dia, que são encaminhados pela normatização do SUS (Sistema Único de Saúde). 

História

Criado em 5 de agosto de 1941, o hospital São Julião era voltado ao combate à hanseníase, a antiga lepra, doença crônica causada por uma bactéria, que afeta a pele e é transmissível. No complexo há casas e pavilhões construídos na década de 40 para sediar o asilo-colônia que foram reformados e restaurados a partir de 1970. 

Centro de referência para tratamento de hanseníase na América Latina e no setor de oftalmologia, sendo o único a realizar transplantes de córnea, o Hospital São Julião dispõe de moderna estrutura física, com equipamentos de última geração que proporcionam o que há de melhor e mais atualizado na terapêutica, prevenção e reabilitação da hanseníase e outras alterações dermatológicas.

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