Cidade
Detentos de nove cidades passam por capacitação para voltarem ao mercado
Preparatório mira preencher 240 vagas nas áreas de eletricista, manicure e pedicure, marceneiro, barbeiro, recepcionista, maquiador e serralheiro
Detentos de nove cidades, incluindo Campo Grande, passam por processo de capacitação para voltarem ao mercado de trabalho e a ressocialização. O preparatório mira o preenchimento de 240 vagas em diversas áreas. Além da Capital, Aquidauana, Dourados, Corumbá, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas, devem receber a ação nos próximos meses.
Os cursos são para as ocupações de eletricista, manicure e pedicure, marceneiro, barbeiro, recepcionista, maquiador e serralheiro. Dados da Divisão de Assistência à Educacional da Agepen revelam que já estão em andamento e programados, capacitações a serem executadas por meio do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego e do Procap (Programa de Capacitação Profissional e Implementação de Oficinas Permanentes).
Segundo a diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, todos os cursos ofertados possuem certificado de conclusão e de formação profissional, promovendo a reintegração social efetiva do custodiado. Além disso, há a possibilidade de redução de pena em um dia a cada 12 horas de estudos.
“Ao oportunizarmos qualificação, oferecemos aos custodiados a chance de concorrer em melhores condições no mercado de trabalho e, assim , a Agepen cumpre com sua missão de ressocializar o custodiado”, ressalta a Maria de Lourdes, reforçando o empenho dos diretores das unidades prisionais e equipes para possibilitar esta ação.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reitera a importância do ingresso dos internos, devido ao pré-conceito dos empregadores. “Buscamos oferecer qualificação conforme demanda local de mão de obra, considerando que a dificuldade de ingresso no mercado de trabalho já é difícil e aumenta, consideravelmente, quando é de conhecimento, que o candidato ao emprego é um ex presidiário, mesmo que não deva mais nada mais à Justiça. Ter uma profissionalização, com certeza, é um diferencial importante, seja para a contratação formal no mercado de trabalho ou para a obtenção de vagas melhores ou de renda autônoma”, destaca