Após a publicação de reportagem sobre as denúncias feitas por guardas municipais durante audiência pública na Câmara de Campo Grande, a redação do JD1 Notícias recebeu novos relatos envolvendo a administração da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

Na segunda-feira (10), servidores denunciaram defasagem salarial e cobraram direitos como adicional de periculosidade, quinquênios, progressão na carreira e aumento do auxílio-alimentação. Durante a audiência, a categoria apresentou dados segundo os quais a remuneração inicial em Campo Grande é de R$ 2.354,04, enquanto em Dourados chega a R$ 5.536,46.

Os guardas também relataram casos de servidores que, após descontos, ficam com menos de R$ 1 mil líquidos e afirmaram que muitos precisam buscar outro emprego para complementar a renda. Entre as reivindicações estão ainda a exigência de nível superior para ingresso na carreira e mais agilidade nas progressões.

Agora, após a repercussão do debate, leitores procuraram a reportagem para relatar outros problemas que, segundo eles, estariam ocorrendo dentro da corporação.

Novo fardamento

Um dos relatos recebidos pela redação é relacionado ao novo fardamento da GCM. Segundo a informação encaminhada por leitores, nesta terça-feira (11) será realizada a prova das novas peças. Porém, ainda conforme o relato, a prova será feita apenas pelos guardas que irão participar do desfile marcado para o dia 26 de agosto, e não para toda a corporação.

Reajuste salarial não teria sido pago

Outro ponto citado pelos servidores é o reajuste salarial anunciado pela administração municipal. Segundo os relatos recebidos, o aumento,prometido para ser pago de forma parcelada, com a primeira parcela prevista para este mês, não teria sido efetivado.

Os guardas também relatam problemas com descontos em folha. Um dos casos envolve um empréstimo do Banco Master que, segundo o servidor, já havia sido cancelado, mas voltou a aparecer como desconto neste mês.

A situação teria causado surpresa entre os funcionários, que afirmam não ter entendido por que o valor voltou a ser descontado mesmo após o cancelamento.

Cobrança de auxílio do IMPCG

Outro relato recebido pela reportagem envolve o chamado auxílio-cônjuge do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande).

Segundo a esposa de um servidor, o benefício teria sido cancelado desde o início do ano e, por isso, não deveria mais gerar descontos. Mesmo assim, conforme o relato, a cobrança teria aparecido novamente na folha.

A situação estaria levando alguns guardas a cancelar o convênio com o IMPCG por causa de cobranças que consideram indevidas.

Mudanças na escala e base do Indubrasil

Os servidores também relataram problemas relacionados às escalas e às condições de funcionamento de unidades da GCM.

Segundo uma das denúncias recebidas, a base da Guarda no Indubrasil estaria sem agentes e em situação de abandono. O motivo, conforme o relato, seria o corte do adicional de difícil acesso, que teria ocorrido há mais de um ano.

Os guardas afirmam que o adicional de difícil acesso voltou a ser pago em diversos locais, mas não teria sido restabelecido para os servidores que atuam no núcleo operacional do Indubrasil.

Adicionais

Outro ponto levantado pelos leitores diz respeito ao pagamento de adicionais. Conforme o relato encaminhado à reportagem, apenas os guardas municipais cedidos para atuar na segurança da prefeita Adriane Lopes estariam recebendo 100% dos adicionais.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Campo Grande e questionou os pontos apresentados pelos denunciantes. Até a publicação desta reportagem, porém, não houve retorno.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura e esclarecimentos sobre as denúncias apresentadas pelos guardas municipais.