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Campo Grande chega a 970,8 mil habitantes e país alcança 214,2 milhões em 2026, diz IBGE
Estimativa divulgada pelo IBGE aponta crescimento populacional de 0,37% no Brasil, ritmo menor que o registrado entre 2024 e 2025
O Brasil chegou a uma população estimada em 214,2 milhões de habitantes em 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa considera como referência o dia 1º de julho deste ano e mostra que o crescimento da população brasileira continua desacelerando.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande aparece com 970.843 habitantes, ocupando a 15ª posição entre os municípios mais populosos do país. Apesar de ainda não ultrapassar a marca de 1 milhão de moradores, a Capital se aproxima do número e permanece entre as maiores cidades brasileiras.
A população do país cresceu 0,37% entre 2025 e 2026. No período anterior, entre 2024 e 2025, o avanço havia sido de 0,39%. O resultado reforça a tendência de desaceleração do crescimento populacional observada nos últimos anos.
As estimativas do IBGE são utilizadas como referência para diversos indicadores sociais, econômicos e demográficos e também servem de parâmetro para o Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios.
São Paulo segue na liderança entre os municípios brasileiros, com 11.911.337 habitantes. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 6.731.133 moradores; Brasília, com 3.009.996; Fortaleza, com 2.582.360; e Salvador, com 2.559.945.
Somadas, as cinco cidades concentram 26,8 milhões de pessoas, o equivalente a 12,5% de toda a população brasileira. Ao todo, o país possui 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntos, eles reúnem quase 49,9 milhões de moradores, cerca de 20% da população nacional.
Entre os municípios que não são capitais, os mais populosos são Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, com 1.351.284 e 1.189.761 habitantes, respectivamente. Depois aparecem São Gonçalo (RJ), com 959.977, Duque de Caxias (RJ), com 866.167, e Nova Iguaçu (RJ), com 843.367.
Na outra ponta estão Serra da Saudade (MG), com 857 habitantes; Anhanguera (GO), com 906; Borá (SP), com 935; Araguainha (MT), com 989; e Nova Castilho (SP), com 1.070 moradores.
Capitais concentram 23% da população
As 27 capitais brasileiras reúnem aproximadamente 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% da população do país. Palmas (TO), com 333.154 moradores, Vitória (ES), com 343.935, e Rio Branco (AC), com 390.038, são as três capitais menos populosas.
Em alguns estados, a capital também não é o município com maior número de habitantes. É o caso do Espírito Santo, em que Vitória tem 343.935 moradores e fica atrás de Serra, com 586.901, Vila Velha, com 510.512, e Cariacica, com 376.914.
Em Santa Catarina, Florianópolis aparece com 598.370 habitantes, enquanto Joinville é mais populosa, com 673.980.
Quase metade dos municípios tem menos de 10 mil habitantes
O levantamento mostra ainda uma forte concentração populacional nas maiores cidades. Dos 5.571 municípios brasileiros, 2.467 têm menos de 10 mil habitantes. Esse grupo representa 44,3% de todas as cidades do país, mas reúne apenas 12,8 milhões de pessoas, cerca de 6% da população brasileira.
Por outro lado, os municípios com população entre 100 mil e 500 mil habitantes foram os que mais apresentaram crescimento superior a 1% no período. Entre as cidades com até 20 mil moradores, 40,2% registraram redução populacional entre 2025 e 2026.
São Paulo concentra mais de 46 milhões de pessoas
Entre os estados, São Paulo continua disparado na liderança, com 46,1 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% da população brasileira. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 21,5 milhões de moradores, enquanto o Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 17,2 milhões.
Na outra ponta estão Acre, com 887,8 mil habitantes; Amapá, com 809,9 mil; e Roraima, com 761 mil. Os três são os únicos estados brasileiros com menos de 1 milhão de moradores.
Sudeste concentra 41,6% dos brasileiros
O Sudeste continua sendo a região mais populosa do país, com 89 milhões de habitantes, ou 41,6% da população nacional. O Nordeste aparece em seguida, com 57,4 milhões de pessoas (26,8%), seguido pelo Sul, com 31,5 milhões (14,7%), e pelo Norte, com 18,9 milhões (8,8%).
O Centro-Oeste é a região menos populosa, com aproximadamente 17,4 milhões de habitantes, o equivalente a 8,1% da população brasileira.
Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso crescem mais
Apesar da desaceleração nacional, alguns estados apresentaram crescimento populacional superior a 1%. Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso tiveram as maiores taxas entre as Unidades da Federação. Na outra ponta, Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul registraram as menores taxas de crescimento. Entre as capitais, Boa Vista (RR) teve o maior crescimento proporcional entre 2025 e 2026, com avanço de 3,2%.
Algumas capitais, por outro lado, tiveram redução no número estimado de moradores, seguindo uma tendência já identificada pelo Censo 2022. Salvador caiu 0,17%, Natal teve redução de 0,13%, Belém recuou 0,08% e Belo Horizonte, 0,02%.
Entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, Manaus foi o único que apresentou crescimento superior a 1% no período.
Os números divulgados pelo IBGE ajudam a mostrar um país cada vez mais concentrado nos grandes centros urbanos, ao mesmo tempo em que uma parcela significativa dos municípios enfrenta crescimento baixo ou até redução no número de moradores.