Os furtos estão entre os crimes comuns que mais preocupam as forças de segurança durante as eleições em Mato Grosso do Sul. Com a maior circulação de pessoas e veículos perto dos locais de votação, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) prepara uma operação com 3,5 mil agentes, 557 viaturas, dois helicópteros e um avião para o primeiro turno, no domingo (4).

O esquema foi detalhado nesta quarta-feira (30), pelo secretário-executivo de Segurança Pública da Sejusp, coronel Wagner Ferreira da Silva. A operação vai atender 1.036 locais de votação e mais de 7 mil seções eleitorais. Campo Grande concentra cerca de 31,6% do eleitorado estadual, com 640.453 eleitores.

O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Campo Grande começará a operar às 6h30 do dia da eleição e encerrará após a declaração dos resultados. O espaço reunirá forças de segurança, TRE-MS, Guarda Civil Metropolitana, Polícia Federal, Exército, Defesa Civil e concessionárias de serviços públicos. Os telefones de emergência também terão reforço, e ocorrências poderão ser comunicadas pelo 190.

Segundo o secretário-executivo a concentração de pessoas aumenta principalmente o risco de crimes contra o patrimônio.

“O dia das eleições é um dia que aglomera bastante pessoas em torno dos locais de votação. Essas pessoas estacionam os seus veículos. Então a gente tem uma grande preocupação com os furtos”, explicou. A violência doméstica também aparece entre as ocorrências registradas nas proximidades dos pontos de votação em pleitos anteriores.

Entre os crimes eleitorais que estarão no radar estão boca de urna, derramamento de santinhos, compra de votos, aglomeração e uniformização de eleitores. Segundo a Sejusp, os registros desse tipo de ocorrência vêm diminuindo no Estado.

As forças de segurança também terão apoio aéreo. Um helicóptero ficará em Campo Grande e outro em Dourados, enquanto o avião permanecerá na Capital. As aeronaves poderão atender ocorrências graves e auxiliar o TRE-MS em situações emergenciais, como transporte ou substituição de urnas.

“Estamos em contato direto com a Polícia Federal, fazendo a troca de informações, justamente para que o dia 4 de outubro seja tranquilo e o cidadão tenha a capacidade e a possibilidade de livremente exercer seu direito ao voto”, afirmou Wagner.

A Polícia Civil mobilizará 600 policiais e 160 viaturas. Conforme o diretor do Departamento de Polícia Especializada, Ivan Barreiro, 28 equipes serão deslocadas de Campo Grande para municípios do interior, com atenção especial à região de fronteira.

“Nós vamos atuar supletivamente nas cidades onde não tiverem delegacia da Polícia Federal. Nós estamos mobilizando 600 policiais civis, trabalhando com 160 viaturas”, explicou Barreiro.

O planejamento da Polícia Civil começou há cerca de um mês. “Nossos policiais estão saindo de Campo Grande para o interior já na sexta-feira à noite ou no sábado pela manhã, para chegar lá um dia antes, acompanhar toda essa movimentação e ver que tudo transcorra normalmente”, acrescentou o diretor.