Cidade
“Uma vergonha”: vereador critica IMPCG e cobra providências de Adriane
Parlamentar reclama de demora na liberação de exames e questiona situação de servidores aposentados
O vereador Veterinário Francisco (União Brasil) criticou, na manhã desta quinta-feira (8), durante sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, o atendimento oferecido pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), presidido pelo ex-vereador Marcos Tabosa. O parlamentar reclamou da demora na autorização de exames médicos, cobrou respeito aos servidores públicos e questionou a atuação da direção do órgão.
Durante o discurso, Francisco relatou que sofreu um infarto no dia 3 de setembro, dentro da Câmara, e precisou passar por uma angioplastia. Segundo ele, parte dos exames de acompanhamento ainda não foi autorizada pelo instituto, mesmo após mais de 30 dias de espera.
"Uma vergonha, uma vergonha o atendimento que é oferecido aos servidores", afirmou.
Irritado, o vereador atacou a direção do órgão. "Aquele porcaria, é porcaria mesmo, daquele diretor lá do IMPCG, não autorizou parte dos meus exames. [...] Que merda é essa?", disparou.
Francisco também lembrou que Tabosa, quando ocupava uma cadeira na Câmara, defendia os direitos dos funcionários públicos. Segundo ele, a postura do ex-parlamentar não corresponde ao atendimento oferecido atualmente pelo instituto.
"Nós tínhamos um vereador que era dessa casa, que batia, que latia, que fazia horrores aqui em prol do funcionário público. E hoje, esse rapaz está lá no comando do IMPCG", criticou.
O parlamentar afirmou que procurou o líder da prefeita na Câmara, Beto Avelar, e o secretário de Governo, Ulisses Rocha, mas não conseguiu resolver a situação.
Francisco também cobrou providências da prefeita Adriane Lopes (PP), afirmando que a administração municipal tem deixado a desejar no atendimento à população, especialmente aos idosos e aposentados.
Sem previsão de autorização dos exames, o vereador afirmou que pretende realizar os procedimentos na rede particular, mas questionou a situação dos servidores que não possuem condições financeiras.
"Eu posso pagar, mas e o servidor que é aposentado?", questionou.