Cidade
Secretário fala sobre falta de recursos e diz que serviço de tapa-buracos teve "plus" nos últimos meses
Durante oitiva na Câmara Municipal de Campo Grande nesta terça-feira (27) o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande apresentou um balanço das ações de tapa-buracos na Capital e falou em "recursos insuficientes".
Segundo ele, a administração conseguiu ampliar de duas para 12 as frentes de trabalho entre julho e outubro deste ano, após operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. "Isso já vem no decorrer de 2025 se agravando", declarou. O secretário falou ainda que a prefeitura pretende contar com emendas da senadora Tereza Cristina (PP).
Conforme os dados apresentados, Campo Grande registrou 248.513 reparos em 2024, o equivalente a 538.081 metros quadrados de asfalto recuperado.
Em 2025, foram 173.088 intervenções, totalizando 453.019 metros quadrados.
Já no primeiro quadrimestre de 2026, a prefeitura contabilizou 339.173 metros quadrados de reparos, resultado superior ao registrado no mesmo período dos anos anteriores. "Porém, no ano de 2026, nós tivemos aí um plus na ação de tabuburados nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril".
Segundo o secretário, quando assumiu a pasta, em julho, encontrou apenas três contratos vigentes e duas equipes em atividade. Com isso, a produção mensal, que havia ultrapassado 92 mil metros quadrados em abril, caiu para aproximadamente 17 mil metros quadrados em junho.
A redução foi de cerca de 80% na capacidade de execução dos serviços, deixando quatro regiões da cidade sem contratos específicos de tapa-buracos.
A partir disso, a secretaria reorganizou as equipes, retomou o expediente integral dos servidores e criou duas frentes próprias de trabalho. Também ampliou a atuação das empresas contratadas e recorreu ao Consórcio Central-MS, presidido pela prefeita Adriane Lopes (PP), para credenciar novos prestadores.
A atuação do Consórcio Central-MS também é alvo de possível apuração da CPI sob suspeita de monopolizar contratos.
Com as medidas, a prefeitura chegou ao fim de setembro com 12 frentes disponíveis, sendo duas próprias da secretaria, cinco vinculadas aos contratos existentes e outras cinco por meio do consórcio.