Mato Grosso do Sul contabiliza 2.325 casos confirmados de dengue e 3.872 casos prováveis da doença em 2026. Além disso, uma morte foi confirmada e outra está sob investigação. Os dados constam no boletim da 42ª semana epidemiológica, divulgado na última quinta-feira (5) pela SES (Secretaria Estadual de Saúde).

O único óbito confirmado por dengue neste ano ocorreu em Bonito, município localizado a 297 quilômetros de Campo Grande. A vítima era um menino de 11 anos. Entre os municípios, Corumbá concentra o maior número de diagnósticos, com 788 casos confirmados. Na sequência aparecem Costa Rica, com 197 registros, Dourados, com 160, e Santa Rita do Pardo, com 141.

A investigação de uma nova morte mantém o alerta para a circulação do vírus no Estado, especialmente diante da necessidade de identificação precoce dos sintomas e atendimento adequado aos pacientes.

Chikungunya soma 31 mortes

A situação da chikungunya também preocupa as autoridades de saúde. Mato Grosso do Sul já registrou 11 mil casos confirmados da doença em 2026, enquanto os casos prováveis chegaram a 12.646. Entre os diagnósticos confirmados, 121 foram em gestantes.

O boletim aponta ainda 31 mortes provocadas pela doença, sem novos óbitos em investigação até o momento.

Dourados, a 226 quilômetros de Campo Grande, concentra a maior parte das mortes, com 19 registros. Também foram contabilizados óbitos em Ponta Porã, Jardim e Bonito, com duas mortes em cada município. Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Nioaque e Corumbá registraram uma morte cada.

O município de Dourados também lidera o número de casos confirmados de chikungunya, com 5.314 pessoas diagnosticadas neste ano. Corumbá aparece em segundo lugar, com 789 registros, seguida por Fátima do Sul, com 641, e Jardim, com 405.

Os números reforçam a preocupação com a circulação simultânea dos vírus da dengue e da chikungunya em Mato Grosso do Sul, além da necessidade de manter os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas doenças.