Com o calor ganhando força e a umidade do ar diminuindo em Mato Grosso do Sul, os próximos dias exigem atenção redobrada com a saúde respiratória. Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as temperaturas podem passar dos 40°C, enquanto a baixa possibilidade de chuva contribui para deixar o ar mais seco.

Esse cenário, aliado à maior circulação de pólen durante a primavera, pode intensificar sintomas da rinite alérgica, como espirros, coriza, congestão nasal e coceira. Poeira, ácaros, mofo, fumaça, poluição e produtos com fragrâncias fortes também podem agravar o quadro.

Segundo Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, manter os ambientes limpos e arejados, evitar os agentes que provocam alergia e reforçar a hidratação são medidas que ajudam a controlar os sintomas. A irrigação nasal com solução salina também pode auxiliar na remoção de alérgenos e diminuir a irritação.

A especialista recomenda ainda atenção à umidade dos ambientes, já que umidificadores podem ajudar no desconforto, mas devem ser utilizados corretamente para não favorecer a proliferação de mofo e ácaros. Banhos também ajudam a retirar pólen acumulado na pele e nos cabelos.

Em casos de sintomas intensos ou persistentes, principalmente quando há dificuldade para respirar ou sinais diferentes do quadro habitual, a orientação é procurar avaliação médica para identificar a causa e indicar o tratamento adequado.