1. Se tem bolhas, é Champagne

Todo Champagne é um espumante, mas o inverso nem sempre é verdade. Champagne é uma denominação de origem com região demarcada e uvas regularizadas. Apenas os espumantes produzidos na província histórica de Champagne, lá na França, são de fato Champagnes.  
2. Vinho doce leva açúcar

São vários os tipos de vinhos doces – fortificados, botritizados, de colheita tardia... Mas uma coisa é certa: nenhum deles leva adição de açúcar - a doçura que se sente no paladar vem da própria uva (é o açúcar residual, ou seja, que não foi transformado em álcool durante a fermentação). Sabe os vinhos suaves, esses simples que vemos nos mercados? Eles, sim, têm açúcar, e por isso acabam não entrando na categoria dos vinhos finos.
3. Vinho Verde é verde, e Vinho do Porto é feito no Porto

Nem uma coisa nem outra. Ambos os nomes se referem a denominações de origem. Vinho Verde fica em Portugal, às margens do Minho, e os vinhos produzidos lá recebem esse nome (seja tinto, branco ou rosé... Menos verde!); E o tão famoso Vinho do Porto, na verdade, é produzido no Douro. Ficou assim conhecido por ser o primeiro vinho de Portugal a ser exportado e, portanto, passava um bom tempo no Porto aguardando as embarcações.
4. Para fazer vinho rosé, mistura-se vinho tinto e branco

Até existem algumas empresas que fazem essa mistura para baratear os custos, mas o processo correto não é esse, pois acaba tirando propriedades do vinho e deixando um sabor bem desagradável. A regra geral é que o vinho rosé passe pelos mesmos processos de uma vinificação tradicional, mas a pele da uva (que dá cor à bebida) fica em contato com o mosto (“suco” da uva) por menos tempo, deixando-o mais clarinho, mais rosa, rosé!
5. País quente não faz vinho

Dizem que uva precisa de frio para ficar boa, mas ela também precisa de sol para amadurecer. Aí, é fácil pensar na Europa e seus países frios, mas iluminados pelo sol. Realmente, são ótimos terroirs, mas o que faz bem mesmo para as vinhas é a amplitude térmica – dias quentes, noites frias, eis o ideal. Então, por que é possível fazer vinhos em lugares quentes, secos, desérticos como Washington (Estados Unidos), Barossa Valley (Austrália) ou Vale do São Francisco (Brasil)? São países que fazem muito calor no verão, e um frio mínimo necessário no inverno, mas o que mantém a produção mesmo são as terras áridas - com solo pobre em nutrientes, mas super fértil, só precisa de uma boa irrigação para dar bons vinhos (claro que muitas vinhas morrem no caminho, mas as que sobrevivem se potencializam).

BONS VINHOS A TODOS.

"Vinho é poesia engarrafada"