Tchau verão… Neste domingo (20/03) se inicia o outono, e com ele as mudanças climáticas, como a temperatura, umidade do ar, dentre outros fatores. Mas você sabia que essa estação não é favorável para os pets? Confira dicas, dada pela médica veterinária da Outpet de Campo Grande, dos principais cuidados com os cachorros no outono.

É a estação do ano favorita de alguns, mas pode-se dizer que é a que os cãozinhos menos gostam. Uma estação que requer cuidados para os humanos, imagina para os animais. Para a surpresa de muitos, o outono apresenta uma série de desafios para os cachorros, em especial aqueles que têm o focinho achatado, como as raças Pug e Buldogue Francês.

Segundo Drª Dina Aquino, da Outpet da Capital, certas raças de cães e gatos são propensas a respiração difícil e obstrutiva devido ao formato da cabeça, focinho e garganta, com risco de uma condição chamada síndrome das vias aéreas braquicefálicas.

“Animais filhotes e idosos são os mais afetados, como também animais braquicefálicos, como é o caso dos cães da raça Pug e dos gatos Persas. Por causa de suas dificuldades respiratórias, esses pets tendem a ter uma baixa tolerância a exercícios vigoroso. A infestação por ectoparasitas como é o caso das pulgas e carrapatos aumentam nesta época”, ressaltou.

De acordo com a médica veterinária, os casos mais comuns são de traqueobronquite infecciosa canina, mais conhecida como tosse dos canis, e a rinotraqueíte infecciosa, que acomete os gatos. Os sintomas são semelhantes aos da gripe humana, como tosse, febre, coriza, espirros e falta de apetite.

“No outono, o clima se torna mais seco, as lágrimas são reduzidas, em especial as dos animais com olhos protuberantes, animais braquicefálicos. Torna essa região mais suscetível a vírus e bactérias, que podem causar conjuntivites”, explicou.

Pug Meg, da família Carlotto - Foto: Arquivo Pessoal

No caso da família Carlotto, eles tinham um casal de Pug, o Charlie e a Meg, mas diante desses desafios, hoje, a família tem apenas a pug Meg.

“Quem sofria mais era o Charlie, ele tinha muita tosse e deu até pneumonia. O coração já estava fraco, e acabou não resistindo... A Meg sempre foi mais forte, mas estamos sempre de olho, com acompanhamento e tomando remédios em casa”, contaram ao JD1.

A família também contou sobre a importância de acompanhar em casa os desenvolvimentos do pet. “Em tempo seco, vemos a Meg com uma necessidade maior de água, o nariz sangra, ela fica com uma certa dificuldade em respirar. Apesar de ela ser mais forte, cuidamos sempre para que ela se sinta da melhor forma possível”, relararam.

Para aqueles que sofrem de síndrome braquicefálica, a orientação cirúrgica sempre que possível para ajudar a corrigir o problema, é fundamental. A profissional, separou algumas dicas para os donos de pet, durante esta estação:

*Evitar o acúmulo de poeira e ácaros;
*Monitorar os níveis de exercício, mantendo o cão longe do calor e da umidade e reduzindo ou evitando o estresse;
*Manter o pet sempre imunizado contra os endo e ectoparasitas. Nessa estação do ano, como as folhas e pastagens estão mais secas, as parasitoses tendem a se proliferar.
Acompanhamento da vacinação dos cães e gatos em dia. Os pets precisam ser imunizados anualmente contra diversas afecções;

“A infestação por ectoparasitas das pulgas e carrapatos, a prevenção também sempre é a mais indicada. Orientação do uso contínuo de produtos que auxiliam no controle dos ectoparasitas é essencial. Existem no mercado produtos que afastam os mosquitos transmissores da Leishmaniose”, finalizou Drª Dina, ressaltando que todo tratamento deve ser orientado pelo médico-veterinário responsável pelos cuidados de cada pet.