Comportamento
Cantora Solange Almeida revela lesões após uso de cigarros eletrônicos
A ex-vocalista da banda Aviões do Forró falou sobre os danos nas cordas vocais e no pulmão
Muito se fala nos danos à saúde por conta do uso prolongado dos cigarros eletrônicos, ou vapes, mas ainda assim o caso não é levado á sério como deveria. Nesse domingo (15), a cantora Solange Almeida, ex-vocalista da banda Aviões do Forró, revelou ser mais uma vítima do objeto. A cantora contou ter desenvolvido problemas nas cordas vocais e que agora precisa fazer tratamento para recuperar a potência da voz.
Segundo Sol, como a chamam, em decorrência dos cigarros eletrônicos ela sofreu lesões nas cordas vocais e no pulmão por conta do vício. “Fui usuária durante 8 ou 9 vezes meses. Aquela coisa de ver amigos usando, eu nunca tinha usado. E, aí, [falavam] ‘não, Sol, não tem problema, isso aqui é à base de água, não tem nicotina'”, detalhou ela.
Em seguida, Solange recordou o início dos efeitos e a descoberta dos problemas: “Comecei a sentir dificuldade para respirar, minha voz não saía direito, não era mais a mesma. Aí, foi quando eu fiz um exame aprofundado e descobri que estava com uma lesão nas cordas vocais e mais ainda no pulmão”.
No ano passado, a cantora já havia revelado que chegou a perder a vontade de cantar após fazer uso do dispositivo, já que a voz ressecava e ela não conseguia mais alcançar determinados tons.
“Eu perdi a vontade de cantar, já tinha determinado que não iria cantar mais. Cheguei a ter crises de pânico e falta de ar”, afirmou, contando que tinha vergonha de assumir o caso publicamente.
Segundo ela, a dependência começou com uma brincadeira entre amigos em 2020: “Eu achava uma coisa bonita, tecnológica… Tudo é atrativo no cigarro: o odor, o sabor, as luzes e a fumaça. Estava na crista da onda”.
Solange diz que só parou de fumar após ouvir um pedido da filha, na época com 15 anos: “Ela me disse: ‘mãe, você é tão inteligente. Por que está usando isso? Está acabando para a sua voz. Então, percebi que não queria isso para mim nem para meus filhos”, contou.
"Aquilo começou a me trazer um estado de ansiedade que vocês não têm ideia. Eu ouvia vozes! Com o cigarro eletrônico, comecei a sentir coisas que eu não sentia. Era uma ansiedade, crise de pânico, uma série de coisas que depois fui ver de pessoas que deixaram de usar que sentiram a mesma coisa”, finalizou, alertando usuários do objeto.
*Com informações do Domingo Espetacular, da TV Record.
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