Com a incidência solar em alta escala em Mato Grosso do Sul, a geração de energia provinda desta estrela central do nosso Sistema Solar é boa para todos. Da mesma forma os ventos constantes que sopram por MS podem favorecer seus moradores de diversas maneiras. Assim, a implantação de um sistema de geração limpa e renovável no Estado vai beneficiar governo e cidadãos.

Nesta segunda (16), a página 12 do Diário Oficial do Estado traz novidades para os sul-mato-grossenses com o diretor-presidente da Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Jaime Verruck, assinando a publicação do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que prevê a implantação de uma ‘Usina Eólica e/ou Solar acima de 10 há de área útil’ no município de Cassilândia.

O custo previsto é de R$ 5 bilhões com investimento inicial de R$ 26,5 milhões com intuito de compensação ambiental. A Usina tem prazo para ser instalada em até quatro anos. “Nosso foco é gerar energia de biomassa e fotovoltaica. Energia Limpa e renovável. Este é o maior projeto hoje do país”, afirmou Jaime. Paranaíba também terá um projeto semelhante e o estímulo a micro-geração também será executado. “Queremos que o cidadão, as micro-empresas gerem energia de maneira que possam repassar para o Estado e abater em seus custos”, revelou. No entanto, para que as pessoas façam parte desta troca é preciso ainda fazer um termo de adesão.

Esta é uma ação integrada da Semade com o Imasul e até o momento o governo pretende ter 13 usinas em Cassilândia e sete em Paranaíba com a empresa espanhola Solatio Energia Project Management na Região do Bolsão, em uma área total de 3,7 mil hectares. A Solatio está instalada em Votuporanga-SP e será responsável pelo processo de habilitação para o 1º leilão de reserva da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a ser realizado no dia 29 de julho. Ao todo será gerada energia suficiente para abastecer 600 mil moradias, ou seja, algo em torno de 1200 MW.

Enquanto aguarda a inauguração do Gasoduto do MS Gás em Três Lagoas, que aumenta a venda de gás e cumpre um compromisso feito pelo Estado mudando o óleo combustível para gás (ao custo de R$ 58 MI), Jaime pondera que é fundamental a migração da forma de uso da energia atual para a ecológica. “Caracteriza o Estado como grande produtor de energia limpa. Fotovoltaica e de biomassa. Já aproveitamos esta segunda alternativa utilizando a casca de eucalipto. Hoje há co-geração de todas as usinas sucroenergéticas a partir do bagaço da cana-de-açúcar e da casca de eucalipto Brasil inteiro.”

Futuramente, prevê Jaime, poderemos vender energia para todo o Brasil a partir da nossa matéria verde.