O total disponível para despesas discricionárias (não obrigatórias) no Orçamento Geral da União de 2019 será de R$ 102,5 bilhões, uma redução de R$ 10,6 bilhões em relação aos números deste ano. Os números foram confirmados na última sexta-feira (31) pela equipe econômica do governo durante a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária do próximo ano.

Essas despesas são compostas principalmente por investimentos (obras e compras de equipamentos) e gastos como manutenção de prédios, aluguéis, contas de luz e combustível, o chamado custeio. O projeto segue agora para análise do Congresso Nacional. 

Investimentos

A redução do volume de recursos de investimento será de 12% em relação a este ano, passando de R$ 31,1 bilhões para R$ 27,4 bilhões, valor que corresponde a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de bens e serviços produzidos no país). O governo já havia reduzido os investimentos entre 2017 e 2018. No caso das despesas de custeio, o valor previsto para 2019 é R$ 75,1 bilhões, uma redução de 10% (R$ 6,8 bilhões) em relação a este ano. 

De acordo com o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, a redução vai fazer com o que o Brasil retorne, em termos de despesas não obrigatórias, aos níveis de 2010. 

Apesar dos cortes, Colnago garantiu que os recursos serão suficientes para "garantir o funcionamento da máquina pública". Além disso, o aumento de capital das estatais, que passará de R$ 4,7 bilhões para R$ 10,1 bilhões no ano que vem, também pode ser considerado investimento, acrescentou.  "Aquilo que o governo repassa para as estatais [aumento de capital] é para fazer investimento, não é para custeio."