Foi divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), nesta quinta-feira (1°), a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), de famílias campo-grandenses com nova alta em junho.

No mês de junho as famílias em Campo Grande endividadas teve registro de 69,7%, em maio o número era de 68%. Já em comparação com o mesmo período do ano passado junho registrou 67,1%, o aumento foi mais de 2% em um ano. Que tem contas atrasadas, soma 25,1% em junho deste ano, 24,3% e 24,2 em abril.

Nas famílias de menor renda, a proporção de endividados ultrapassou 70%, maior número em 11 anos. Pela segunda vez, a inadimplência mostrou alta nos dois indicadores, notadamente entre as famílias de menor renda.

Dos endividados, conforme a pesquisa, 70,7% são de famílias com renda menor que 10 salários mínimos, e 65,5% são de família com renda maior que 10 salários mínimos. A pesquisa aponta que diminuiu desde o início do ano as famílias que não terão condições de quitar a dívida, em janeiro o número representava 10,9% em maio chegou a 10,5%,  e em junho registrou 10,8%.

Uma amostra no comparativo anual, diminuiu de junho de 2020 para junho de 2021 o número de famílias que não tinham dívidas, sendo que no ano anterior era 32,6%, e mês passado o percentual chegou a 30,3%, em contrapartida, o número de famílias muito endividadas passou de 16,1% em 2020 para 14,7%  em 2021, e as que estavam pouco endividadas subiu de 26,5% para 30,4%.

Entre os fatores que geram maior endividamento, os cartões de crédito lideram a lista com 81,8%, os carnês ocupam 17,5% do total de endividamento, seguido pelo financiamento de carros com 11,9%, crédito pessoal com 10%, e financiamento de casas, seguidos por consignado, e cheque especial.

O percentual de famílias com dívidas no País renovou a proporção recorde em junho, em função do aumento acentuado do número de endividados nas duas faixas de renda. A proporção de endividados no cartão também chegou à máxima histórica, crescendo entre as famílias nas duas faixas de renda, com maior incremento entre as famílias consideradas mais ricas.

Com os juros ainda baixos no País, o tempo médio de comprometimento com dívidas tem se alongado no período acima de um ano, assim como as modalidades de financiamento têm ampliado a participação entre as principais modalidades de dívida.

Na inadimplência, tanto o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso quanto o número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas atrasadas aumentaram pela segunda vez. Esse resultado reflete as dificuldades recentes encontradas pelas famílias com menor renda para quitarem seus compromissos financeiros em dia.