Economia
Pela 2ª vez, Campo Grande é a Capital com menor taxa de desocupação; aponta IBGE
Das 749 mil pessoas em idade para trabalhar, 505 mil estão exercendo função
Os números da Pesquisa por Amostra de Domicílios Trimestral (PNAD-T) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que ataxa de desocupaçãoem Campo Grande no segundo trimestre de 2023 foi de 3,0%, o menor número desde que o Instituto iniciou a divulgação do estudo.
Este número também é o menor se comparado ao das outras capitais estaduais e ao Distrito Federal, situação que se repete desde o 1º trimestre de 2023.
Em relação ao primeiro trimestre de 2023, houve uma queda de 0,4 p.p na taxa de desocupação. Os números da Capital do Mato Grosso do Sul também a colocam abaixo da média estadual que, segundo o IBGE, foi de 4,1%.
Conforme a Pesquisa, Campo Grande possui 749 mil pessoas em idade para trabalhar, destes, 505 mil estão na força de trabalho. Participam da força de trabalho as pessoas que têm idade para trabalhar (14 anos ou mais) e que estão trabalhando ou procurando trabalho (ocupadas e desocupadas). 15 mil pessoas estão desocupadas (2 mil a menos que no trimestre anterior) e 47 mil estão subocupadas.
A subutilização da força de trabalho, engloba os desocupados, aqueles na força de trabalho potencial e os subocupados por insuficiência de horas.
Conforme o economista e Superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Comércio Exterior da Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), José Eduardo Corrêa dos Santos, um índice de 3,0% indica uma situação de pleno emprego.
"Este cenário é considerado na macroeconomia quando toda a mão-de-obra, qualificada ou não, pode ser empregada devido ao grande impulso que deixa a economia em equilíbrio. Pleno emprego não é sinônimo de ausência de desemprego, pois há tipos não-cíclicos de desemprego, como o desemprego friccional (haverá sempre pessoas que abandonaram ou perderam um emprego sazonal e estão no processo de conseguir um novo emprego) e desemprego estrutural (falta de correspondência entre as habilidades dos trabalhadores e os requisitos do trabalho), ou seja, o pleno emprego não é um nível em que o desemprego é nulo, mas que atinja um nível satisfatoriamente baixo", explica.
O secretário municipal da Sidagro, Adelaido Vila, complementa que o cenário reforça o panorama de crescimento econômico de Campo Grande. "Apenas no 1º semestre de 2023, houve um saldo de 5.104 novas vagas, com destaque para serviços, construção civil e indústria. No mesmo período houve um aumento de 21 mil novas empresas na Capital, em sua maioria micro e pequenos empreendedores que aproveitaram os desafios e as oportunidades geradas pela pandemia para iniciar o próprio negócio", conclui.