Economia
Cesta básica cai 4,37%, mas ainda consome 54% do salário mínimo em Campo Grande
Cidade tem a sexta cesta mais cara do país entre as capitais
A cesta básica ficou mais barata em Campo Grande em julho, mas ainda consumiu mais da metade da renda de quem recebe um salário mínimo. O conjunto dos 13 alimentos custou R$ 809,08, queda de 4,37% em relação a junho. Mesmo com o recuo mensal, o valor está 4,30% acima de julho de 2025.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, da Conab e do Dieese, Campo Grande teve a sexta cesta mais cara entre as 27 capitais. Ficou atrás de São Paulo (R$ 915,01), Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73), Rio de Janeiro (R$ 855,37) e Porto Alegre (R$ 841,94). A capital sul-mato-grossense também ficou pouco acima de Curitiba, onde o custo foi de R$ 807,93.
Apesar de estar entre as mais caras, Campo Grande apresentou o menor aumento acumulado de 2026 entre todas as capitais, de 4,28%. No outro extremo aparece Porto Velho, com alta de 15,68%. No país, todas as 27 capitais registraram aumento da cesta no acumulado do ano.
Dos 13 produtos pesquisados na Capital, dez ficaram mais baratos entre junho e julho. As maiores quedas foram da batata (-26,13%), tomate (-18,60%), feijão carioca (-7,91%), açúcar (-7,54%) e café em pó (-5,19%). O café, inclusive, teve a maior redução mensal entre todas as capitais. Também recuaram manteiga, leite, banana, óleo de soja e farinha de trigo. Já arroz (1,25%), carne bovina (0,67%) e pão francês (0,44%) ficaram mais caros.
O alívio do mês, porém, contrasta com algumas altas acumuladas em 2026. Desde dezembro, o tomate subiu 60,27%, a batata, 47,55%, e o feijão carioca, 39,09%. No sentido contrário, açúcar caiu 20,79%, café, 16,51%, banana, 13,61%, e óleo de soja, 13,20%.
Para comprar a cesta em julho, um trabalhador de Campo Grande que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 109 horas e 49 minutos. Em junho eram 114 horas e 50 minutos e, em julho do ano passado, 112 horas e 26 minutos. A média das 27 capitais em julho foi menor, de 100 horas e 24 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, a cesta comprometeu 53,96% da renda do campo-grandense, contra 56,43% em junho e 55,25% em julho de 2025. A média nacional ficou em 49,34%, mostrando que, apesar da queda dos preços no mês, o peso dos alimentos no orçamento continua maior em Campo Grande.