Via ESPN

Autor do gol de empate por 2 a 2 aos 46 minutos do segundo tempo contra o Paraguai, na última terça-feira, em Assunção, o lateral direito Daniel Alves acredita que a seleção brasileira precisa estar ainda mais "fechada" com o técnico Dunga.

Para o jogador do Barcelona, a filosofia de jogo dos clubes não pode ser maior do que a causa defendida pelo treinador da equipe pentacampeã.

"A gente está buscando isso, é o nosso principal objetivo, fazer com que a qualidade de jogadores da seleção - ainda que se escute um montão de babaquices - se transforme em resultados. Temos que nos fechar cada vez mais", falou o defensor na zona mista do estádio Defensores del Chaco.

"Se a gente está aqui, tem que confiar no trabalho dele. A confiança que se pode ter, independentemente se gosta ou não algumas pessoas... Temos que nos adaptar. Viemos de outra filosofia de jogo, outro estilo, tem que se adaptar, não se trata de estar contente ou infeliz. Temos que abraçar a causa, o treinador, a comissão", continuou.

"Para evoluirmos, temos que abraçar a causa de coração. Se acharmos que tudo não presta, não vamos conseguir evoluir. Os que estão aqui, para mim, são os melhores, e por mais que se escute um monte de coisas, as pessoas gostam de críticas, mas nunca encontram a solução. Estamos acostumados a isso", disse.

Dani Alves também negou ter salvado a pele de Dunga como na semifinal da Copa das Confederações de 2009, quando anotou um gol de falta no final da partida contra a África do Sul - o Brasil acabaria campeão do torneio.

"Nosso objetivo não é salvar a pele de ninguém. Objetivo nosso é sempre ajudar", minimizou o lateral, novo pesadelo da seleção paraguaia.