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CBF aprova novas regras para o futebol brasileiro; veja o que muda
Medidas entram em vigor já na 23ª rodada do Brasileirão e também serão aplicadas nas Séries A e B, Copa do Brasil e Brasileirão Feminino A1
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em conjunto com clubes das Séries A e B, aprovou nesta segunda-feira (10) um pacote com 10 novas regras para o futebol brasileiro. As mudanças, baseadas nas regras utilizadas na Copa do Mundo de 2026, entram em vigor já na 23ª rodada do Campeonato Brasileiro e também serão aplicadas na Série B, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro Feminino A1.
Segundo a entidade, as alterações foram pensadas para reduzir o tempo perdido durante as partidas, tornar o jogo mais dinâmico e ampliar os mecanismos de segurança e controle da arbitragem. A estimativa é de que as novas regras acrescentem, em média, 5 minutos e 49 segundos de bola rolando por partida.
Veja as 10 novas regras
1. Goleiro terá oito segundos para repor a bola: o goleiro poderá permanecer com a bola nas mãos por no máximo oito segundos. Se ultrapassar esse período, o adversário ganhará o direito a um escanteio.
2. Lateral deverá ser cobrado em até cinco segundos: a contagem começa assim que o jogador recebe a bola nas mãos para realizar a cobrança. O objetivo é evitar que a reposição seja utilizada para retardar o andamento da partida.
3. Tiro de meta terá limite de cinco segundos: o árbitro iniciará a contagem depois do apito autorizando a cobrança. Caso o goleiro ultrapasse os cinco segundos, será marcado escanteio para a equipe adversária.
4. Jogador substituído terá dez segundos para sair: o atleta que for substituído deverá deixar o campo pelo ponto mais próximo, sem retardar a saída. A regra busca reduzir o tempo gasto nas substituições.
5. Jogador atendido ficará um minuto fora: quando um atleta receber atendimento médico dentro do campo, ele deverá permanecer fora por um minuto antes de poder retornar à partida. A medida também pretende evitar paralisações excessivas.
6. Atendimento ao goleiro também terá consequência: quando o goleiro precisar de atendimento médico, um jogador de linha indicado pelo treinador ou pelo capitão deverá permanecer fora do campo durante um minuto.
7. Apenas o capitão poderá dialogar com o árbitro: em determinadas situações, cada equipe terá um único interlocutor com a arbitragem. A intenção é reduzir as reclamações coletivas e facilitar a comunicação durante as partidas.
8. Cobrir a boca em discussões poderá render expulsão: pelo chamado Protocolo Vini Jr., cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário poderá ser interpretado como uma atitude passível de expulsão.
9. VAR poderá revisar segundo cartão amarelo: o árbitro de vídeo poderá analisar uma jogada que resulte em segundo cartão amarelo e, consequentemente, na expulsão de um jogador. A medida amplia a possibilidade de correção de decisões da arbitragem.
10. Escanteio marcado por engano poderá ser revisado: essa mudança está prevista para 2027. A revisão poderá ocorrer quando um escanteio concedido de forma equivocada tiver relação direta com um gol ou pênalti na sequência da jogada.
CBF prepara regulamento para 2027
Além da aprovação das novas regras, a reunião desta segunda-feira marcou o início das discussões para a elaboração do regulamento da temporada de 2027. A arbitragem será um dos principais temas, com previsão de R$ 200 milhões em investimentos entre 2026 e 2027.
A CBF também pretende modernizar o futebol brasileiro do ponto de vista esportivo e comercial. Na temporada 2024/2025, o Brasileirão registrou receita de € 1,8 bilhão. O valor ficou abaixo do registrado pelas principais ligas europeias: a Premier League alcançou € 7,5 bilhões, a La Liga chegou a € 5,7 bilhões e a Bundesliga registrou € 5,5 bilhões.
A entidade considera que o futebol brasileiro ainda é subvalorizado comercialmente e avalia que a atualização das regras pode ser um dos primeiros passos para aumentar a eficiência, a atratividade e o valor das competições nacionais.