Desde a madrugada as pessoas começaram a formar filas para serem atendidas no Albano Franco pela Caravana da Saúde neste sábado (14). No começo da manhã nem todos tinham entrado ainda e os 22 consultórios já estavam atendendo antes mesmo das 8h. Lá fora ambulantes de ocasião faziam as contas com uma média diária de 60 reais por dia como a vendedora Maria Jussara Roja Jara. Maria está desde segunda (9), no local e espera até o dia 29 vender cerca de 1,200 reais para pagar o IPVA.

Mas nem tudo é 100%. Maria reclama que nos dias de chuva se molhou, pois não deixaram que se abrigasse nas tendas montadas, nem no local em si. “Os seguranças disseram que tínhamos que ficar 100 metros de distância ou do outro lado da rua e a Polícia Civil agiu da mesma forma, até que finalmente, nos deixaram nos abrigar”, afirmou e continuou “Meu sogro, Aristarco Cabreira, veio fazer cirurgia na quinta (12), mas passou mal pois não quis comer nada, mas agora mesmo fez a cirurgia de catarata e está tudo bem”, finalizou. Ela ainda agradece que depois do meio-dia o faturamento aumenta. “As pessoas saem famintas depois de passarem horas e horas lá dentro”, garante.

Mais à frente na entrada principal mãe e filho trabalhavam. Elizabete e Jaime Nunes estavam tirando um extra. Durante a semana, Elizabete é artesã e o filho universitário. “Desde às 3h da manhã tem gente na fila aqui. A saúde está excelente. Estão atendendo bem.”, disse Elizabete.  Jaime já reclama. “Eles cuidam da saúde mas esquecem do saneamento básico”, pondera. Realmente, há um vazamento cheirando a urina, mas a Defesa Civil já estava resolvendo os problemas e Elizabete garantiu que todas as vezes que o problema aconteceu foi resolvido.