Se o tempo mudar repentinamente como tem acontecido na Capital de Mato Grosso do Sul, as doenças respiratórias atacam rapidamente. Por isso, é comum as Unidade de Pronto Atendimento (UPA), UBS (Unidades Básicas de Saúde) e hospitais de Campo Grande dobrarem o número de pacientes nestes períodos. Com a massa de ar frio afetando o Estado a prevenção deve ser a diferença.

De acordo com o médico otorrinolaringologista, Henrique Alvarenga, é muito comum os casos de doenças respiratórias aumentarem nestes períodos de alternância de temperaturas. Há 15 anos exercendo a profissão, Henrique possui uma clínica, faz cirurgias no Hospital do Pênfigo e atende também no Hospital Regional. “Devido às aglomerações de pessoas, ressecamento da mucosa nasal, por baixa umidade relativa do ar e logo (julho) queimadas, prejudica muito o indivíduo. Assim, lotam as unidades de atendimento e os hospitais”, explica.

Henrique alerta que não é possível evitar 100% as doenças respiratórias, mas é necessário: “hidratar bastante, usar álcool 70% para higienização das mãos, evitar coçar o nariz, evitar aglomerações de pessoas, ao acordar deixar ventilar o ambiente e jogar soro fisiológico na cavidade nasal”, orienta. Os contágios acontecem, analisa, porque não vivemos isolados e sempre vamos acabar em contato com alguma pessoa doente que estará tossindo, espirrando e, desta forma, a concentração de vírus e bactérias se espalha.

Todos as unidades de saúde e hospitais estão com muito mais concentração de pessoas com doenças respiratórios. A assessoria da Sesau ( Secretária de Saúde de Campo Grande), informou que não há dados concretos sobre os casos ainda, mas há sempre ocorrência de aumento deste tipo de problemas nas UPA,UBS e hospitais da Capital. “Resfriados, gripes, viroses são comuns e ainda há a procura por causa de casos de dengue e do H1N1 que recomendamos, inclusive, a toda população com algum sintoma suspeito que procure os locais apropriados”

Santa Casa

Na Santa Casa há quatro casos isolados de pacientes com H1N1. De acordo com a assessoria do hospital, o Tamiflu (antigripal) está suficiente por enquanto. “Na quinta (19), tínhamos a medicação para uma média de 25 tratamentos com duas pessoas utilizando”, informou.  No local também há lotação devido aos casos de doenças respiratórias.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, quinta (26), a temperatura chega a 31ºC com mínima de 16ºC, mas chove.  Sexta (27) e sábado (28) também tem previsão de chuva na Capital, mas a alternância de temperaturas - que na próxima segunda (30) ainda varia de 14ºC a 26°C - continua.