Após um apelo da PETA, as cidades Dadra e Nagar Haveli, na Índia, se posicionaram contra o cativeiro de aves. Recentemente, as autoridades locais emitiram um documento com o intuito de assegurar que “as aves sejam sempre libertadas quando forem encontradas em cativeiro em condições desumanas”.

A interferência do grupo de proteção animal ocorreu após a Suprema Corte de Gujarat proibir o cativeiro de aves em gaiolas e declarar que “é direito fundamental de todo pássaro viver livremente a céu aberto”.

O Conselho de Bem-Estar Animal da Índia, um órgão oficial do Ministério do Meio Ambiente, Floresta e Mudanças Climáticas, também emitiu uma carta a outros estados e territórios do país instando-os a proibir o confinamento de aves.

O encarceramento de pássaros viola a Prevenção da Lei Contra a Crueldade Animal de 1960 e a Lei de Proteção da Vida Selvagem de 1972, segundo a PETA.

Muitas aves são arrancadas de seus habitats e de suas famílias e privadas de tudo o que lhes é natural e importante para que sejam comercializadas como animais domésticos no mercado negro  do país.

Frequentemente, os animais jovens são arrancados de seus ninhos enquanto outros pássaros são capturados em armadilhas ou redes que podem feri-los ou matá-los enquanto eles lutam para se libertar.

As aves capturadas são embaladas em pequenas caixas e estima-se que 60% delas morrem durante o transporte devido a asas e pernas quebradas, sede ou ao pânico. Aquelas que sobrevivem enfrentam uma vida sombria em cativeiro e muitas vezes sofrem de desnutrição, isolamento, depressão e estresse.