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Crise na Santa Casa: depois de médicos, enfermagem também pode parar
Profissionais fizeram assembleia para debater o assunto
Depois dos médicos paralisarem os atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas e rejeitarem a proposta da Santa Casa de pagar apenas 80% dos salários agora a enfermagem também pode parar.
Durante assembleia nesta terça-feira (8) enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares decidiram que irão paralisar os trabalhos na Santa Casa de Campo Grande após a direção do hospital propor o pagamento fracionado do salário dos trabalhadores.
De acordo com a secretária geral do Siems (Sindicato doa trabalhadores na área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Keila Reis os trâmites legais para a paralisação iniciarão nesta quarta-feira (9) com a publicação do edital. Após a publicação, os trabalhadores têm 72 horas para iniciar a paralisação que deve ser geral.
Ao todo, segundo Keila, cerca de 1200 profissionais da área da enfermagem trabalham atualmente na Santa Casa e durante a paralisação será feita uma escala de greve e apenas 30% dos atendimentos serão mantidos.
A reportagem conversou com médicos e profissionais da Santa Casa que confirmaram que a situação não é das melhores. “Se não pagar tudo, vamos parar, médico não trabalha sem a enfermagem e a enfermagem não trabalha sem os médicos, é um conjunto que precisa funcionar juntos”, afirmou uma médica que preferiu não se identificar.