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Atendimento de urgência aumenta mais de 41% na Santa Casa em Campo Grande
A quantidade de atendimentos de urgência e emergência realizados pela Santa Casa de Campo Grande entre os meses de janeiro a setembro de 2016 aumentou em 41,6% em relação ao mesmo período de 2015, contribuindo para explicar o déficit milionário amargado pela instituição. Ocorre que este acréscimo não recebe cobertura dos entes federados que, por lei, são os responsáveis por bancar o atendimento público de saúde.
A contratualização realizada pela prefeitura com o hospital para pagamento da despesa SUS não funciona com planejamento ou projeção como, por exemplo, o orçamento municipal. O dimensionamento do pagamento é realizado com base nos dados do período anterior. A base do sistema utilizado é a de média histórica, todavia a média sempre se dará abaixo do maior registrado, e a cada vez os números surpreendem para cima.
Os números foram de 47.978 atendimentos para 67.934, alcançando quase 20 mil atendimentos a mais. Só nos casos de pacientes de trauma oriundos de acidentes de trânsito, o aumento foi de 13,06% na média mensal em relação à mesma média do ano passado.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mesmo período a população de Mato Grosso do Sul cresceu em torno de 0,15%, o que deixa especialistas em saúde pública sem compreender exatamente o fenômeno.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Santa casa a queda nos atendimentos da rede pública em Campo Grande e no interior do Estado, a diminuição da absorção de demanda por parte dos demais hospitais da Capital, além da migração de pacientes da rede particular para a pública por conta da crise econômica instalada são algumas das possibilidades para este aumento.
Desta forma a Santa Casa absorve o excedente de pacientes que não encontra socorro médico em outros pontos. Ainda segundo a assessoria isso prejudica a instituição pela falta de cobertura financeira para estes casos, além da superação excessiva de sua capacidade instalada.
Na tentativa de resolver a situação, uma reunião foi marcada para sexta-feira (11) pela promotora de justiça, Filomena Fluminhan, entre representantes do Governo Estadual, Prefeitura e Santa Casa, com o objetivo de discutir a repactuação para 2017 e uma ajuda ao caixa do hospital para o final do ano de 2016, esta já sinalizada positivamente pela Secretaria de Saúde do Estado.