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Fumacê contra a dengue volta e é saudado por moradores
A cena surreal aconteceu no bairro Caiçara e vizinhos saíram para agradecer ação
Parado há algum tempo, os bairros voltaram a ter o famoso “fumacê” para o combate ao mosquito. A medida iniciou com a coletiva de Marquinhos falando do combate ao mosquito Aedes aegypti na Associação Comercial e industrial. O mosquito é o responsável pela transmissão de doenças como dengue chikungunya e zika vírus.
No bairro Caiçara, um carro do “fumacê” passou pelas ruas e deixou os moradores admirados. “Ah, fazia tempo que não víamos por aqui. Ajuda muito, porque às vezes só nossa ação em nosso quintal não é suficiente”, conta a moradora Vilma Rosa Pereira. A cena surreal, não pelo serviço que deveria ser considerado normal, mas sim pela atitude dos moradores que comemoraram a volta da medida.
Moradora na rua Aniceto da Costa, Maria Lucia foi até o portão ver se era mesmo o que estava pensando. “Faz tanto tempo que não vejo, que vim aqui saudar o pessoal que faz isso. Ajuda muito, graças a Deus voltou, porque quem tem criança em casa, quem tem idoso fica com mais medo ainda das doença”, disse ela dando “tchau” para o pessoal do carro que retribuiu ao aceno.
Segundo o prefeito Marquinhos Trad, o número dos carros fumacês de 3 para 6 e colocou 1,5 mil agentes comunitários nas ruas. Contudo, pondera que o mais importante é a ação coletiva de todos os campo-grandenses.
“As ações unitárias, individuais deram certo? Não deram certo! Se dessem certo não teríamos um aumento de 100% dos casos. E agora o prenúncio de chikungunya e zika vírus… Como eu poderia ter evitado isso daí? Não adianta a Prefeitura sair com o fumacê, tínhamos 3 carros e agora temos 6. Não adianta a Seintrha colocar 350 agentes de epidemiologia visitando as casas e estar com um batalhão de 1,5 mil agentes nas ruas se o vizinho deixar uma coisa ruim. Tudo que foi feito não vai valer a pena”, frisa Marquinhos.
De acordo com dados da Prefeitura, somente em 2016 foram notificadas 29 mil doenças provocadas pelo Aedes aegypti, sendo 28.437 casos de dengue, 243 de febre chikungunya e mais de 260 relacionados ao Zika vírus. Os números superaram e muito os 14.140 casos notificados pelo mosquito em 2015.