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'Gato' no BB: pelo menos 100 são mandados embora por usar nome de clientes indevidamente
Apesar de banco não se pronunciar, funcionários apontam que controle é rígido e ainda assim tentam burlar
Apesar de funcionar em um rígido controle, o Banco do Brasil demite pelo menos 100 funcionários por ano devido a fraudes. As informações são de funcionários do banco, que comentaram a notícia divulgada com exclusividade pelo JD1 Notícias.
Segundo trabalhadores da instituição, mesmo com um controle intenso, há aqueles que burlam o sistema e cometem fraudes, geralmente descobertas. Como foi o caso do dono do Supermercado Duarte, que viveu, quando viu seu nome ser usado para empréstimos não autorizados, conforme processo que consta no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, onde as transações foram feitas por um gerente, que agora estaria afastado das funções.
“O banco tem um controle interno bem complicado pra combater a essas atitudes de gerentes sem noção. Pelo que sabemos, são no mínimo cem demissões, fora outros tipos de sanções como perda de função, advertência no currículo funcional que prejudica o crescimento dentro da instituição, ainda assim, sempre dão um jeito de burlar”, explica uma outra funcionária.
O “gato” de quase meio milhão
O empresário Edilson Duarte, dono de um supermercado na Capital viu seu nome ser usado para um empréstimo que totalizam aproximadamente R$ 300 mil reais no Banco do Brasil, de um dinheiro que ele não recebeu e que foi repassado para terceiros.
O caso foi parar na justiça, e segundo a advogada Jisely Porto Braga, o empresário e a empresa dele são clientes do Banco do Brasil há mais de dez anos. “E durante todo o período de relacionamento, confiança mútua para fins de obtenção de empréstimos e financiamentos bancários que ele usava para girar dinheiro no supermercado, mas em abril do ano passado uma situação chamou bastante a atenção, quando ele viu saldos devedores astronômicos referentes a empréstimos que ele nunca solicitou”, afirmou a advogada na petição apresentada a justiça e já distribuída pelo Judiciário.
Esclarecimento
O advogado João Eduardo Nascimento, que representa o Posto Gueno, observou ao JD1 noticias, que o Posto na verdade"também foi usado" pelo gerente demitido. Segundo ele uma transferência de valores que consta no processo foi feita "para uma das contas lesadas, e não a favor de seu cliente".
Indagado porém, por que um valor de mais de 420.000,00 ter sido transferido a partir da conta do Posto Gueno, para a do supermercadista que fez a denuncia, para quitar empréstimos feitos de forma fraudulenta, João Eduardo afirmou que, "existiu um acordo de confidencialidade que me impede de comentar mais profundamente".