O custo da cesta básica diminuiu em 25 das 27 capitais brasileiras no mês de fevereiro, é o que mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Campo Grande registrou uma redução de - 2% no valor da cesta básica.

Apesar da redução de -4%, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre, por R$ 435,51. Florianópolis foi a segunda capital com maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos, no valor de R$ 434,13, seguida de São Paulo por R$ 426,22 e do Rio de Janeiro por R$ 424,55. Campo Grande foi a décima primeira cesta básica mais cara entre as capitais, no valor de R$ 385,38.

Salário mínimo 

Em fevereiro de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 89 horas e 33 minutos, menor que o de janeiro, 91 horas e 48 minutos. Para comparar os produtos da cesta básica os trabalhadores de Campo Grande gastaram um tempo médio de 90h29m de trabalho, mais alto que a média nacional. 

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro, 44,25% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em janeiro, demandavam 45,36%. Em fevereiro de 2016, o percentual foi de 47,74%.