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Marquinhos lança obra na Mato Grosso x Via Parque na segunda
Para diminuir congestionamentos, Via Parque terá semáforos e novas pistas
A diminuição da rotatória, o aumento de duas faixas adicionais e a instalação de um conjunto de semáforos para regular o fluxo de veículos fazem parte do projeto de obra de um dos principais problemas de transito de Campo Grande, a rotatória do cruzamento das avenidas Via Parque e Mato Grosso.
A obra na rotatória das avenidas Mato Grosso e Nelly Martins, por onde circulam 56 mil veículos diariamente, começa na segunda-feira (20). O projeto de reestruturação da rotatória se arrastava desde 2014 , quando foi assinado o convênio com o Detran para custear a obra, e agora custará R$ 1.623.015,50.
“É uma solução para os próximos 15 a 20 anos, a um custo muito menor se comparado, por exemplo, a construção de um viaduto ou de um mergulhão, soluções de engenharia mais caros e com maior dano urbanístico”, argumenta o diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine de Lima Bruno.
Atualmente, embora haja espaço suficiente para dois carros passarem, só um acaba circulando de cada vez. O resultado é a formação de congestionamentos diários, sobretudo, nos horários de pico, especialmente pela manhã e ao final da tarde, coincidindo com o início e o término do expediente nas repartições públicas instaladas no Parque dos Poderes.
A pesquisa de tráfego realizada no local, que serviu de base para definição deste formato de solução viária adotado, mostrou que pela Mato Grosso descem, em média, de segunda a sexta-feira, 17.990 veículos. Em compensação, na pista contrária (sentido, centro-Parque dos Poderes), sobem 18.320. Esta frota cai drasticamente no trecho da avenida depois da rotatória, em frente do Conjunto Coophafé: na pista centro/Parque dos Poderes, passam 11.502 veículos e na outra, Parque/centro, 13.015.
Obra
Além de diminuir o tamanho da rotatória, haverá redução de dois metros de canteiro central (de cada lado) da Mato Grosso (numa extensão de 300 metros na direção do Parque dos Poderes e 80 de metros no sentido centro /bairro). Com isto, nestes trechos a avenida vai ganhar duas pistas adicionais, ficando três para o trânsito de veículos e uma quarta para o transporte coletivo.
Os técnicos da Agetran explicam que na situação atual, onde há ponto de ônibus, o trânsito fica afunilado em duas pistas. Agora, ficarão três fileiras de carro para entrar de uma vez na rotatória, à medida que o sinal esteja verde.
Os semáforos terão diferentes ajustes de tempo do verde e do vermelho, dependendo do horário e do dia da semana. Pela manhã, por exemplo, quando é maior o fluxo de pessoas que vão iniciar o expediente, o verde vai demorar mais na pista centro/Parque dos Poderes. Ao final da tarde, quando as pessoas estão voltando para casa, usando a outra pista, a situação se inverte. No restante do dia e aos finais de semana os tempos ficam iguais.
Além da redução do tamanho do canteiro central da Mato Grosso e da rotatória, foram feitas algumas intervenções pontuais para criar uma alternativa de acesso à região do Bairro Carandá, com abertura da Rua Antônio Teodorowick . Esta rua liga a Antônio Maria Coelho a Pedro Martins e daí chega a Vitório Zeolla.
Com a proibição de conversão à esquerda, para quem sobe a Mato Grosso, em direção ao Carandá, a melhor alternativa para não aumentar o trajeto até o retorno é ir pela Antônio Maria Coelho (onde haverá duas pistas centro/bairro e uma terceira, bairro-centro) e daí seguir pela Antônio Teodorowick.
Está programada a instalação de semáforos na Antonio Maria Coelho com a Rua Ingazeiro e nas esquinas com a Antônio Teodorowick e Lillian Oshiro. Haverá semáforo também no cruzamento da Mato Grosso com a Antônio Teodorowick. Estão previstos melhorias em bocas de lobo e rebaixamento de caixas telefônicas. A primeira versão do projeto (que previa a retirada da rotatória) foi descartada porque implicaria em proibir conversões a direita ou a esquerda, já que não há semáforos de quatro tempos e nem alternativas viárias para garantir alguns acessos.