Durante audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande realizada na sexta-feira (31), o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Vilela, ressaltou que a reestruturação da atenção básica o fortalecimento e qualificação do atendimento de urgência e emergência serão cruciais para melhorar o atendimento na saúde pública de Campo Grande durante os próximos quatro anos.

O secretário explicou que o Plano Municipal de Saúde visa implantar a cultura do planejamento e elaborar estratégias de organização do acesso do usuário na rede de serviços e ações para garantir a integralidade da atenção à saúde, sendo capaz de produzir impacto positivo nos indicadores de saúde.

Ao fazer uma analise situacional da Saúde Pública de Campo Grande, Vilela ressaltou que existem muito desafios a serem enfrentados a fim de dar uma maior resolubilidade no atendimento, entre eles a reestruturação da Atenção Básica de Saúde, que hoje é pouco mais de 30%.

Nós precisamos fortalecer a nossa atenção básica através da reestruturação e da implementação da Clínica da Família. Nós temos um percentual muito baixo de cobertura e resolubilidade e você o reflexo disso nas unidades de urgência e emergência 24h, onde você tem um número elevado de pacientes que não precisariam estar ali. É preciso implementar essas ações e consequentemente conseguir mudar o comportamento da população”, ponderou.

Conforme o secretário, além de reestruturar a Atenção Básica, é preciso também fortalecer o serviço de urgência. Atualmente, Campo Grande conta com 10 unidades 24h que atendem urgência e emergência, sendo seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e quatro Centros Regionais de Saúde (CRSs).
O Plano de Saúde é elaborado no primeiro ano da gestão em curso, com execução a partir do segundo ano até o primeiro ano da subsequente, sendo submetido a apreciação e aprovação do Conselho Municipal e Saúde.