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Campo Grande está entre as 10 melhores cidades para se morar
Campo Grande é a sétima capital entre as melhores para se morar no Brasil. A informação é do estudo Desafios da Gestão Municipal, divulgado pela consultoria Macroplan no fim de abril. A capital sul-mato-grossense só fica atrás de Curitiba, Florianópolis, Vitória, Belo Horizonte, São Paulo e Palmas.
O levantamento avaliou entre 2005 e 2015 as 100 maiores cidades do país, com mais de 266 mil habitantes, que representam metade do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Para a análise, a consultoria usou como referência um índice que reúne 16 indicadores nas áreas de educação e cultura, saúde, segurança e saneamento e sustentabilidade. Na lista, formada por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local -, Campo Grande teve 0,696.
Na análise entre Educação e Cultura, Campo Grande ficou em 9° lugar com 0,529, perdendo a melhor colocada como Vitória (ES), 0,630 pontos. A pior neste quesito foi Maceió (CE), 0,341 pontos.
Em Saúde, o município ficou em 6° lugar, com 0,622 pontos. A melhor é Curitiba (PR), com 0,692 e a pior São Luís (MA), 0,497 pontos. Segurança, a Capital ficou em 4° lugar, com 0,803 pontos. A primeira colocada foi São Paulo, 0,888 pontos, a pior foi São Luís, 0,476 pontos. Saneamento e Sustentabilidade, o município ficou em 8°, com 0,814 pontos. A melhor Curitiba, com 0,945 pontos e a pior, Porto Velho (RO), com 0,274 pontos.
Como fonte de análise, a empresa de consultoria fez a análise a partir de dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Data SUS (Sistema Único de Saúde e SINS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).
Avaliação
Na avaliação do prefeito Marquinhos Trad, os números poderiam ser ainda mais positivos. “Se não fosse a falta de competência administrativa da gestão anterior e os contratempos por quais passou nossa cidade, poderíamos ter tido um destaque melhor”, afirmou.
Segundo ele, hoje já existe uma mudança na capital. “É muito nítido que quando os poderes caminham lado a lado, a cidade tende a se desenvolver", disse.
Apesar de cobrar um desempenho melhor de Campo Grande, Marquinhos olhou com ressalvas os números referentes à segurança. “Tenho visto uma onda crescente de violência na cidade e estado. Imaginei que nossos parques poderiam contribuir para uma melhor colocação em outros quesitos, já que recuperamos boa parte deles, ainda que seja necessário melhorar a estrutura e a manutenção", concluiu.