A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) informou, em nota técnica, que todas as medidas necessárias para identificar a causa da morte de 1,1 mil cabeças de gado da fazenda Marca 7, em Água Clara estão sendo tomadas. 

Em conjunto com a Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul (SFA/MS), a Iagro destacou que também estão sendo tomadas medidas para resolver o problema. 

A suspeita é que botulismo tenha causado a morte dos animais. “O botulismo é uma toxinfecção, ou seja, o animal adquire a doença por meio da ingestão de toxinas produzidas pela bactéria do gênero Clostridium em condições de anaerobiose”. Mas na nota técnica a Iagro elenca outras doenças que atingem o sistema nervoso do animal, como intoxicações fúngicas e raiva. 

De acordo com a nota, desde a última quinta-feira (3), estão sendo colhidas amostras no local, que foram enviadas para Unidade Laboratorial de Raiva e Botulismo do Laboratório de Diagnósticos de Doenças Animais e Análises de Alimentos (LADDAN/IAGRO). Segundo a Iagro, as mortes dos animais começaram na últma sexta-feira (4), quando o proprietário da fazenda notificou a morte de 600 animais a Unidade Veterinária de Ribas do Rio Pardo. 

Segundo a nota, o diagnóstico é baseado no histórico, quadro clínico, patológico e epidemiológico e a o diagnóstico laboratorial é uma ferramenta complementar. As amostras colhidas no local foram enviadas para o laboratório estadual. De acordo com informações do site Rural News MS, caso o resultado seja positivo, os exames serão enviados para uma segunda análise em um laboratório de São Paulo.