Thiago Giovanni Demarco Sena, de 20 anos, e Willian Enrique Larrea, de 31 anos, acusados da agressão que matou e o adolescente Wesner Moreira Silva, de 17 anos, não tiveram a intenção de matar. É o que argumenta a defesa dos réus.

Os réus são acusados de agredirem o adolescente com uma mangueira de ar comprimido que foi introduzida no reto intestinal de jovem, causando lesões gravíssimas. 

O advogado de defesa, Francisco Guedes Neto, sustenta o argumento de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar ou lesionar. “Ficou comprovado que a vítima e os réus eram amigos e que não havia nenhuma razão ou motivo para matar. Só os loucos matam sem motivo”, afirma Guedes.

Após a segunda audiência sobre a morte de Wesner, na tarde desta segunda-feira (2), a defesa destaca que o balanço foi satisfatório. “O perito afirmou em juízo que ato praticado pelos réus foi por imprudência, negligência e imperícia. O que afasta totalmente o dolo de matar ou lesionar”, ressalta o advogado. 

Para a defesa a condenação não pode ser injusta. “Não busco uma absolvição dos réus, busco uma condenação pelo crime de homicídio culposo. A não pode criar dois monstros e condenar, porque eles não são”, reforça. 

Crime 

Wesner foi internado as pressas no dia 3 de fevereiro após o patrão e um colega de trabalho fazerem uma “brincadeira” com uma mangueira de compressor de ar, que atingiu o ânus e acabou entrando ar no corpo do adolescente. Após ser levado para a Santa Casa da Capital, ele teve que ser submetido a uma cirurgia para retirada de 20 centímetros do intestino. 

O caso chocou a Capital, já que os suspeitos Thiago Giovani Demarco Sena e Willian Larrea trabalhavam com o jovem no lava-jato. A situação que foi tratada por eles como uma brincadeira virou caso de polícia e a família está bastante apreensiva. 

O adolescente ficou onze dias internado na Santa Casa de Campo Grande, mas morreu na tarde de terça-feira (14). De acordo com a assessoria do hospital, a causa da morte foi choque hipovolêmico, que é a perda de grandes quantidades de sangue e líquidos, seguidos de uma parada cardiorrespiratória. Os médicos ainda tentaram reanimá-lo durante 45 minutos, mas o adolescente não resistiu.