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Acusado de estuprar adolescentes tinha a casa frequentada por crianças
O suspeito foi preso na manhã desta terça-feira, na casa do irmão
Foi detido na manhã desta terça-feira (7), um homem conhecido como "Tio Zé", acusado de estuprar dois adolescentes em um residencial no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. A casa do suspeito era frequentada por muitas crianças e algumas dormiam na residência com o consentimento dos pais.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia quando a mãe de um dos garotos soube dos abusos e procurou a delegacia.
Os dois adolescentes, ambos de 12 anos, confirmaram o abuso. O primeiro relatou que sofria abusos à cerca de um ano, já o segundo foi abusado apenas uma vez. Ambos denunciaram que outro adolescente também de 12 anos foi abusado, porém, a informação não foi confirmada.
Os agentes da Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA), fizeram buscas na manhã de hoje em dois locais. O primeiro foi no Jardim Imá, na casa do irmão do acusado onde ele estava. O segundo local foi no Jardim Los Angeles, onde ele morava e para onde atraia as vítimas.
Foi apreendido dois celulares, um pen drive , os policiais apreenderam DVDs, dois celulares e um caderno onde continha recados deixados pelos garotos sobre encontros marcados com o suspeito. Ainda na residência do acusado foram encontrados jogos de baralho e bozó, que eram usadas pelos garotos.
De acordo com o delegado Fábio Sampaio, o homem falava bem e, com simpatia, se aproximava das crianças pagando doces, refrigerante e ainda disponibilizava o wi-fi de sua residência para mantê-las perto.
A polícia suspeita que os outros adolescentes que frequentavam a residência foram abusadas e segue investigando para confirmar a informação.
O suspeito está preso da DEPCA e prestará depoimento na tarde de hoje. Ele está sendo acusado do crime de estupro de vulnerável, mesmo crime que foi indiciado em 2014, quando foi acusado de estuprar a enteada que na época tinha 11 anos. O processo está na fase final segundo o delegado.
Todas as crianças moravam no mesmo residencial e chegavam a dormir na mesma cama que o suspeito.