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Erro em atestado de óbito faz polícia desenterrar vítima dias após morte
Policiais Civis de município de Ivinhema precisaram começar do zero um processo de investigação de um homicídio e para isso tiveram que desenterrar a vítima, dias após sua morte.
De acordo com o site Ivinotícias, no dia um homem havia dado entrada no hospital do município com um sangramento no nariz, vindo a óbito. Porém o fato não foi comunicado a polícia e o corpo foi liberado pelo médico de plantão. No atestado de óbito constava que a morte tinha se dado por parada cardiorrespiratória e abuso de drogas.
No dia seguinte a morte o delegado titular de Ivinhema, Dr. Ricardo Cavagna recebeu uma informação de que no dia anterior havia ocorrido um homicídio no Bairro Triguenã onde um homem teria sido morto a pauladas, mas que tal fato não teria sido comunicado a Polícia Civil. Foi então que as investigações começaram.
"Após receber a denúncia do homicídio, foi constatado junto aos plantonistas da Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema que ninguém havia registrado nenhuma ocorrência nesses sentido, bem como que não haviam sido comunicados de tais fatos. Em seguida, procedemos pesquisas no sistema de informações da Polícia e constatou que não havia registros de homicídio nem mesmo de agressão física, seja pela Polícia Militar seja pelo Corpo de Bombeiros. O próximo passo foi entrar em contato com o Hospital Municipal, quando apuramos que na manhã do dia 01/10, um individuo havia dado entrada no local com um sangramento no nariz, vindo a óbito”, conta o delegado.
O delegado ainda questionou no hospital municipal o motivo da Polícia Civil não ter sido comunicada sobre este fato, sendo que os responsáveis disseram que como a vítima seria usuário de drogas, haviam suspeitas de overdose.
Ainda no dia 02/10, a equipe da Polícia Civil se dirigiu até o local do crime, onde apurou que realmente havia acontecido um homicídio, causado após uma discussão da vítima, de 34 anos, com dois adolescentes. Um deles teria desferido uma paulada na vítima. Na diligência, os policiais civis localizaram testemunhas e identificaram o autor, como sendo um adolescente de 17 anos.
"Diante da clara evidência do crime de homicídio, a Polícia Civil representou por autorização judicial para exumação do corpo e realização de exame de necroscópico, sendo que tal diligência foi realizada e a causa da morte foi determinada como sendo traumatismo craniano encefálico em razão de ação por instrumento contundente, no caso, a paulada pancada desferida pelo adolescente, atingindo a lateral esquerda da cabeça da vítima", relatou o Dr Ricardo.
Após continuidade das investigações e confirmação da causa da morte, e pelo fato do adolescente infrator estar evadido, a Polícia Civil pediu a internação provisória do menor, adolescente que tem inúmeras passagens pela polícia, sendo determinada judicialmente.